Polêmico? Depende...

.....O tempo e resultado.







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O tempo, entendido como uma unidade de medida, como algo para medir sucessivos atos realizados no espaço, um após o outro; organiza nossas experiências empíricas, as quais são conhecidas pelos substantivos abstratos passado, presente e futuro. Isso é algo que devemos dar importância quando nos referimos aos resultados efetivos no presente. Tais resultados podem ser: ou práticos e úteis, ou apráticos e incidentais, ou não práticos e inúteis.

.....Em se considerando, nesta dogmática, o tempo como algo relacionado com o espaço e nossa existência, então se deve levar em consideração que é essa medida que nos levam a realizar todas as coisas. São essas coisas que procuramos para viver o tempo de maneira prazerosa; de maneira na qual teremos a verdadeira satisfação da alma, segundo alegava Platão. Entretanto, o mau uso ou o uso inconsciente do tempo, nos trás exatamente o contrário daquilo que buscamos. Logo, nesta ótica, supõe-se que o atual conceito de tempo está sendo percebido de modo errado. Menor tempo não significa resultado positivo e, o presente é efeito de decisões e ações executadas no passado.

.....Resumindo esse raciocínio, abstraindo o tempo como unidade de medida, independente de seus fundamentos científicos e filosóficos, o tempo será o próprio fato em si e no qual devemos observar os resultados efetivos como efeitos de ações anteriores; as últimas, como causas.
.....Explicando melhor, podemos usar um exemplo que nos dará luz para usar o tempo de maneira sábia e positiva, tendo para si, como para outrem, envolvidos direta ou indiretamente, resultados variados aos quais há a possibilidade de se escolher sempre o melhor.
.....Imaginemos um cidadão que tem seu carro com problemas mecânicos, os quais não permitam usá-lo e, ainda, que tal carro é imprescindível no seu trabalho para seu sustento dentro do sistema social em que vive. Tal cidadão faz orçamentos do concerto e se informa do prazo de entrega em duas empresas.
.....Uma, se observa completa desorganização, sem sistematicidade de agenda de serviços etc. Esta lhe dá um prazo provável de cinco dias úteis para a entrega. A outra, na qual a oficina se percebe organização e um perfeito sistema de agenda; promete-lhe o carro em até dez dias úteis, sob pena de multa em eventual atraso.
.....Nosso cidadão, neste caso, pode optar pela promessa ou pela garantia, supondo ainda que os valores cobrados pelas duas empresas sejam exatamente os mesmos.
.....Na primeira não terá a certeza de receber seu carro em cinco dias úteis, tendo assim, todo o seu trabalho para organizar seus afazeres – em relação ao seu tempo – perdidos, se entrega atrasar. Pois, em um eventual atraso, será necessário um novo trabalho pra re-organizar tudo. Nessa opção, o risco de “perder tempo” é muito grande.
.....Na segunda, tendo a certeza de receber seu carro em um prazo máximo e, matematicamente, ter a normalidade das coisas restaurada, o fará organizar-se apenas uma única vez, observando assim, resultados calculáveis e precisos. Na hipótese de receber carro antes do prazo final, o cidadão terá um “ganho” de tempo. Aqui não há a hipótese de se perder tempo.
.....A diferença entre essas duas opções está no resultado efetivo. No primeiro caso exemplificado, a probabilidade dos efeitos práticos serem maiores em grau negativo é muito grande. O segundo, mesmo que executado no dobro do tempo, terá seu resultado efetivo de maneira prática com resultado positivo garantindo.
.....Não há como ter resultado negativo nesse sistema de escolha.

.....Nesta abstração percebemos bem o que significa o ditado popular: “tempo é dinheiro”. O tempo, neste aspecto, é entendido como algo real, pois, quanto tempo se perde por desorganização ou esperando por causa da desorganização de outrem. Desta forma, menos tempo se utiliza produzindo e, conseqüentemente, menos riqueza é gerada. Conseqüentemente devemos analisar tanto nossa organização em relação ao nosso tempo, como se atentar ao respeito pelo tempo dos outros, aumentando a produtividade social, procurando o não desperdício de tempo de todos, eliminando assim, o conceito, dentro dessa semântica, de espera.

.....Em se desenvolvendo o aprendizado estrutural do tempo, o entendendo como uma coisa real na vida prática (independente dos conceitos físicos e filosóficos), e racionalizando-o socialmente por meio de ações pensadas e calculadas com antecedência, obteremos sempre resultados positivos mais rápidos; independente do tempo em si.

.....Por outro lado, podemos ainda observar esta dinâmica do ponto de vista intelectual e espiritual, nos quais se cabe qualquer outra necessidade do Homem neste sistema.

 

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