Os deuses: Caos! O início de tudo...






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“No começo era o Caos”, conta Hesíodo, poeta grego do século VI a.C.
.....O Caos era um espaço aberto, uma pura extensão ilimitada, um abismo sem fundo, sem luz e sem trevas.
.....Gaia, a terra, surgiu de repente como a primeira realidade sólida, por assim dizer. Deu ao Caos um sentido, limitando-o.

.....No Caos, Gaia se instalou, originando o chão, o anfiteatro da vida e da miséria. Logo após, veio a noite, a profunda treva e, abaixo do chão, fez-se o Érebo, casa eterna das sombras.
.....Sobre Gaia, havia ainda um espaço e, para preenchê-lo, Gaia reproduziu um ser igual a si mesma, com a capacidade de cobri-la por inteira. Criou sozinha Urano, o céu e suas estrelas. Em meio à mesma solidão, criou e organizou as montanhas, as ninfas e o mar. Assim como Gaia, sem unir-se à força alguma, Urano gerou o Éter, luz que teria como função maior iluminar os deuses nas mais altas regiões e o dia, como claridade destinada aos mortais. No espaço, o dia se alternaria com seu pai para poupá-lo do eterno cansaço.
.....Eros, outro deus autocriado, todo poderoso, neste tempo rondava livremente pelo Caos. É a personificação do amor universal. Desde então, nenhuma força poderia gerar outra sozinha.
.....Eros então convence Gaia a unir-se com Urano, seu primogênito, gerando assim muitos e muitos filhos. Uma raça violenta que instalou-se em Gaia e animou-a com as suas formas de vida. Neste sentido, o palco do mundo estava formado e pronto. As personagens preparavam-se para viver o grande drama da vida.

.....O que havia antes do Caos era completamente ignorado pelos antigos gregos...
 

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