Os deuses: Ártemis, irmã gêmea de Apolo...









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Exausta, Latona apoiou-se sobre um rochedo e deixou os olhos passearem ao acaso. O local era tão estéril e distante que, provavelmente, a vingativa Hera não teria notícia de seu paradeiro.
.....E assim aconteceu. Foi Ortígia, ilha deserta flutuante, que aceitou Latona, a mais meiga, a mais clemente das deusas. Com ela, os filhos que trazia no ventre, frutos de sua relação com Zeus, marido da ciumenta Hera.
.....No sexto dia do mês nasceu Ártemis, a virgem púdica. No sétimo Apolo. Então Poseidon fixou Ortígia no fundo do mar e mudou seu nome para Delos, a brilhante. Tão logo pode, Ártemis procurou seu pai e suplicou-lhe não jóias, nem adornos e nem atrativos, mas curta túnica que pudesse cobrir seu corpo esbelto, sapatos de caçadora, aljava, flechas e arco. E mais, quis a virgindade eterna, abundância de nomes e um grandioso séquio de Oceânidas e Ninfas.
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Por fim, que a entregasse as montanhas. Zeus sorriu, a acariciou e, condescendente, anuiu. Foi aos Ciclopes e pediu-lhes armas e ao deus Pã, solicitou uma matilha de cães para lhe acompanhar nas caçadas. Em tudo foi atendida e, assim, passou a reinar na bela região montanhosa da Arcádia, onde se entregava à caça, sua atividade favorita.
.....Quando as coisas lhe pareciam monótonas, seguia para Delfos, morada de Apolo. Lá participava do coro das Graças e das Musas.
.....Tendo as mesmas atribuições que seu irmão Apolo, Ártemis, armada de arco, flecha e aljava, com pontaria certeira, é chamada Apollousa, a destruidora, ou Ioacheaira, a que dispara flechas. Reina sobre as montanhas, nos bosques e lagos cujos lugares persegue a caça. Com ela, acompanha um séquio de sessenta Oceânidas e vinte Ninfas, que conduzem sua matilha.
.....Não Obstante, Ártemis não é apenas caçadora. É também protetora dos animais selvagens, castigando aqueles que caçam animais de pouca idade ou fêmeas em época de reprodução, ou, os que maltratam. Neste sentido, é protetora da juventude em todas as formas de vida, inclusive a humana.
.....Como animal favorito, Ártemis escolheu o cervo por ser este um animal selvagem e doce ao mesmo tempo, mas que refuta qualquer tentativa de domesticação.
 

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