O Homem na Guerra Fria...
.....O resultado da Segunda Guerra Mundial foi o conflito entre o capitalismo e o socialismo. A ideologia, a política e as forças militares dividiam praticamente o globo em duas facções bem distintas. Os Estados Unidos liderando os países capitalistas e a União Soviética liderando os países socialistas. Estes dois países, para defender seus interesses, se armaram militarmente, um contra o outro, iniciando uma nova corrida armamentícia, embora não chegando ao conflito direto. Daí o conceito de Guerra Fria.

.....O mundo sob tensão nuclear.
.....Um ponto determinante no início deste conflito diplomático foi a construção do muro de Berlim, no qual, o mundo capitalista apoiou seus ataques diplomáticos contra a União Soviética, alegando falta de liberdade do povo nos países de regime socialista.
.....Dado o fim das operações militares na Europa e Ásia, os países entraram em choque de interesses, cada qual, de todas as maneiras, tentando sanar o prejuízo para sua renascença social, política e econômica, na qual, acabou por se travar uma verdadeira guerra de escritório e mesa, mas com alta periculosidade, dada a fragilidade em que se encontravam as controvérsias políticas. Os aliados entraram em profunda disputa entre si pelos resquícios econômicos após a Segunda Guerra. As desconfianças aumentaram, as acusações mútuas foram formalizadas. De um país a outro se levantaram várias suspeitas por conta de acordos forçados e, em poucos anos, o mundo se viu formalizado em novas alianças, com as quais, um protegia o outro, apenas interligados pela gestão política e econômica - ou socialista, ou capitalista.
.....Mesmo com a intenção da reconstrução dos países destruídos na Segunda Guerra Mundial e de se manter a paz no mundo, os políticos não se entenderam em relação a governabilidade, gerando ideais fanáticas e obsessivas de ambos os lados. No âmbito econômico, o Plano Marshall, encabeçado pelos Estados Unidos, só ajudou os países com sistemas capitalistas, deixando os de regimes socialistas de lado. O intuito norte americano era restaurar e reorganizar a Europa em seus moldes capitalista, garantindo suas ações políticas e econômicas no futuro e, ao mesmo tempo, conter o avanço comunista provindo do oriente e Europa oriental, encabeçados pela União Soviética.
.....Até certo ponto o Plano Marshall permitiu uma rápida recuperação política e social e o rápido crescimento comercial de potências antigas como a França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Japão, dentre outros países. Este Plano na verdade, garantiu o enriquecimento norte americano pelo aumento de sua produção industrial interna escoada para estes mesmos países em recuperação, que os levou em um grande endividamento com os cofres americanos, colocando os Estados Unidos como a maior potência do mundo capitalista. Para se protegerem das influências soviéticas, os Estados Unidos propôs a formação da OTAM, organização que reunia os principais países capitalistas em acordos sociais, políticos, econômicos e militares.
.....Do lado socialista, a União Soviética também se mexeu no sentido de conter os avanços capitalistas em seus países socialistas e, por meio de ajuda financeira, militar e política, ajudou na pseudo-recuperação das nações sob seu julgo. Também criou o COMECOM, englobando os principais países socialista nos mesmos moldes da OTAM. Mais tarde, um pacto de caráter militar e imperialista entre os socialista fora firmado: o Pacto de Varsóvia, que tinha como principal função proteger os países socialista de invasões capitalistas em pontos estratégicos do planeta.
.....Estes acordos e pactos, tanto de um lado como do outro, transformou o mundo em duas áreas distintas de influência política, social, econômica e militar.
.....Os países capitalistas se encontravam na parte ocidental da Europa. Nas Américas, em todos os países, com exceção de Cuba que, a partir de 1.961, passou ao regime comunista depois da Revolução de Fidel Castro. Na África, como também em vários países na Ásia e na Oceania, os capitalistas conquistaram sua hegemonia. Os países socialistas compreendiam todo o leste europeu. Cuba nas Américas e vários países da África, da Ásia além de algumas ilhotas na Oceania.
.....A China, rompendo relações com os russos, fechou suas fronteiras e se manteve quieta em seu sistema socialista sem incomodar, tanto a União Soviética como os Estados Unidos, reaparecendo somente no final do século XX como uma potência comercial na Era da Globalização.
.....O quadro neste período era de grande instabilidade política e medo de um confronto direto entre as duas maiores potências do planeta, no que resultaria em uma guerra nuclear.
.....Para se expandirem, estas duas potências usaram métodos políticos e diplomáticos com os países amigos e inimigos, nos quais, davam apoio a movimentos revolucionários contrários aos regimes no poder, tanto de um lado como de outro. Usaram e usurparam de sabotagens econômicas e militares, redes de informações secretas, quartéis de inteligência, departamentos científicos para o desenvolvimento militar, início da corrida espacial, espionagem industrial, infiltração de intelectuais para badernar os conceitos e preconceitos dos povos nos países menos desenvolvidos etc.
.....Assim, a novela que, inclusive foi inspiração para muitos filmes hollydianos, começou na dança política entre soviéticos e americanos, formou uma imensa rede de espionagem, entre elas, a KGB da União Soviética e a CIA dos Estados Unidos.
.....Anos após, ainda se sentiu os resultados do pós-segunda-guerra, como por exemplo, o dilema da Coréia que, durante a Segunda Guerra estava nas mãos dos japoneses e que, em acordo ratificado pelas potências americana e russa, a dividiram entre si, dando equilíbrio estratégico para ambos os lados na Ásia, ficando a parte norte como a Coréia socialista e a parte sul como a Coréia capitalista. Os russos a invadiram, pouco depois, tentando torná-la inteiramente socialista, mas os Estados Unidos interveio em defesa do capitalismo em seu território ao sul e, a China, com o pretexto socialista, entrou na guerra a favor da Rússia colocando novamente o mundo sob tensão. Após três anos de conflito, a ONU conseguiu um acordo de paz, voltando a Coréia a ser dois países de regimes políticos-econômicos diferentes novamente.
....Nestes mesmos moldes se deu a guerra do Vietinã, cujo país foi dividido em dois países distintos, Vietinã do Sul (Estados Unidos) e Vietinã do Norte (União Soviética).
.....Estas duas potências, com capital acumulado, entraram numa frenética corrida armamentícia. Desenvolveram armas e mais armas de alto poder destrutivo e, entre elas, as revolucionárias armas químicas e biológicas, chamadas não-convencionais além dos mísseis nucleares balísticos de longo alcance, difíceis de serem fabricadas com custos altíssimos, impossibilitando outros países de seguirem estas duas potências, dando-lhes a hegemonia mundial por conta da política do terror armado.
.....A idéia era não ficar para trás no poderio bélico e não correr o risco de ser atacado e destruído. Essa era a preocupação eminente entre estas duas potências...
.....A tecnologia armamentícia chegou a tal nível tecnológico na década de 60 que, qualquer uma das duas potências, tinham em mãos, poder suficiente para derrotar e destruir qualquer país no mundo.
.....Na década de 80, a situação econômica da União Soviética e todos os países socialistas entrou em total declínio. Por fim, se deu o desmantelamento do bloco socialista, inclusive a independência de vários países que se encontravam englobados na chamada União Soviética.
.....Com a queda do regime socialista e a pulverização política dos países em ideais dispersos e egoístas, a Guerra Fria se tornou, digamos, uma falácia.
.....Como símbolo do final da Guerra Fria, ficou a queda do muro de Berlim, assim como no início, fora o seu marco inicial.
.....Tudo no final das contas, não passou de uma simples guerra diplomática quase que particular entre a Rússia e os Estados Unidos.
.....A conseqüência foi a transformação de todo o planeta em reinados capitalistas ou de livre mercado, incitando não mais os Estados Unidos em si, mas sim, as empresas multinacionais americanas que passaram a investirem nestes novos nichos de mercado, nos quais, outras empresas de outros países, seguiram o exemplo, marcando o início da Era da Globalização.

 

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