A Grécia de Homero...




.....Homero e seus poemas nos deram a chance de compreender como vivia o pré-grego na Idade das Trevas. Não foi o único poeta grego nesta época, mas sem dúvida, foi com as obras Ilíada e Odisséia, perpetuadas até nós pelos séculos, que temos uma idéia básica da sociedade e ideologia do antigo povo grego.
.....Outras epopéias e tragédias foram escritas, mas nenhuma com o grau de originalidade criativa e grandeza histórica como estas duas.


.....Homero, religioso, historiador ou poeta?

.....O valor de Homero para a humanidade:
.....Ilíada e Odisséia são, talvez, os primeiros poemas artísticos do Homem, pelo menos que se tem em mãos como prova. Estas duas obras nos mostram claramente o mundo mítico em que viviam os gregos. No século IX a.C. até o início da Era Clássica, os trabalhos de Homero foram a maior influência particular dos intelectuais gregos, assim como a Bíblia foi para os ocidentais na Europa até o Renascimento.
.....Na Europa medieval, antes do Renascimento e dos estudos chamados de "modernos", a religião cristã e a civilização eram coisas únicas, com suas raízes no mundo grego. A arte, a filosofia, o direito, até a própria Bíblia e os conceitos newtonianos, tinham seus valores absolutos. Desta mesma maneira, os poemas de Homero tinham seus valores absolutos e únicos para os gregos em sua época.
.....Com os estudos modernos baseados nestas duas obras, o Homem redescobriu a Grécia na Era das Trevas e, por conta do estudo em conjunto com a arqueologia, se conseguiu reconstruir a sociedade e a ideologia do povo grego, bem como a localização de várias cidades, comprovando ou desmentindo as entrelinhas destas obras. Homero, sem dúvida, pode ser considerado o primeiro catalogador de eventos históricos no mundo.
.....Homero, para escrever seus poemas, viajava de lugar a outro em busca de informações para dar veracidade em seus escritos. Na verdade, escreveu poeticamente em cima de fatos verídicos com a interferência da mitologia e de sua imaginação, mas os fatos em si, são quase todos hoje, comprovados por meio de outros escritos e ruínas coincidentes.

.....O mundo e a Grécia de Homero:
.....Hesíodo e Demódocos eram poetas de igual valor e respeito, mas Homero os superou pela originalidade e pelo pioneirismo; pelo menos ao que se chegou em nossas mãos.
.....As poesias de Homero mostram claramente o dia-a-dia dos gregos como a passagem na Ilíada, na qual, Agamenon, antes de partir para Tróia, deixa sua mulher a guarda de um bardo, assim como os cavaleiros deixavam suas esposas na vigilância de um padre na Idade Média. Também mostra que os heróis sabiam cantar e dançar e mantinham o respeito pelas regras sociais.
.....Aquiles tinha desenhos em seu escudo representando as cidades em guerra, sendo uma má e outra boa, personificando a eterna luta entre o bem o mal já desde aquela época.
.....Na Ilíada, os gregos tinham uma assembléia democrática em relações as decisões reais. Por exemplo, Agamenon não tinha a senhoria que tinha Zeus, que era mais poderoso e mais forte que todos os outros deuses juntos. Os heróis, tornavam a figura da soberania confusa de acordo com os acontecimentos da história. Os príncipes, tanto na Ilíada como na Odisséia, só tinham poderes sobre seus exércitos só por meio de honras e prestígios. Só assim podiam ter a obediência e devoção dos heróis e soldados, protegendo o povo e suas riquezas da pirataria, pela qual, os benefícios e serviços, configuravam um sistema intimamente relacionado, mantendo a unidade no mundo grego.
.....Nos escritos homéricos não achamos utilidades práticas além das armas, cavalos e gado, mas, por outro lado, suas existências ajudam a manter o mundo organizado com conceitos de moralidade e honra. Não como uma satisfação pessoal e sim, como uma união social.
.....Os fatos nestas duas obras são claros no sentido de ideologia na qual o povo grego estava personificado. Para cada desajuste, um herói para concertá-lo trazendo novamente as coisas ao seu devido lugar e aspecto, como por exemplo, em passagens como: Ulisses triunfando vê seu filho Telémaco e o fiel guardador de porcos dançando juntos, comemorando a volta da ordem correta das coisas. Nausica, a princesa do reino bom dos Feaces, descoberta lavando roupas no palácio com suas amigas. Até mesmos deuses e semideuses são trabalhadores comuns, fazendo seu ofício com dignidade e praticidade, mesmo que floreada suas ações. Outra passagem curiosa que demonstram o dia-a-dia do grego Homérico é Tersites, um homem que, nas assembléias populares, critica duramente as atitudes de Agamenon.
.....Estas duas obras têm conotações desapaixonante e trágica com suas frases relacionadas de forma que dão equilíbrio e continuidade e, numa linguagem com pouca sintaxe, afetando o texto assim como nas prosas primitivas. Como exemplo disso, temos os fragmentos de Caronte de Lampsaco. Este estilo de literatura elimina orações extensas e sem usurpar a metafísica ou o julgamento moral, mas liberta a expressividade. Enfim, as orações são ligadas entre si pelo ritmo e não por outra coisa como a coesão de raciocínio linear.
.....Em síntese, no mundo de Homero, pensando em suas narrativas como verdadeiras no aspecto lógico, temos o início da ciência da guerra, com os reis e príncipes elaborando nos bastidores, as ações diplomáticas, políticas e estratégias de combate e, ao mesmo tempo, personificando a batalha em si como conflitos particulares entre heróis e semideuses decidindo sobre fatos aos quais surgiram nos bastidores reais. Os soldados eram apenas em números para serem massacrados e dar idéia do conflito entre reinados em si.
.....Sabemos que Homero estava certo neste sentido trágico, visto no conselho de um pai escrito em um vaso desta época:
....."Filho! Seja sempre corajoso e melhor que os outros, lute somente nas fileiras da frente e mate. Porque assim não será morto".
.....Os heróis têm armas especiais e poderes concedidos pelos deuses e, estes, sempre interferindo nos resultados ora pendendo a balança para um lado, ora para outro, travando assim, verdadeiras guerras entre eles próprios em prol dos homens, como uma passagem na Ilíada na qual Apolo entra em confronto direto com Palas Atenéia, personificando a tática e estratégia sobre a força bruta. Mas não alterando em nada no resultado que realmente deveria acontecer. Como exemplo disto, a impossibilidade de Zeus em salvar seu próprio filho da morte, Sarpedão.
.....Deveres e hospitalidade eram coisas absolutas para os gregos. Uma violação de um destes princípios gerava conflitos, tanto no âmbito singular como no âmbito de nação. Homero mostra isto no rapto de Helena por Paris e que, as hostilidades entre heróis contrários, em momento de guerra, não permitem que lutem entre si, como Menelau, irmão e meio inimigo de Agamenon, por exemplo. Estes vão juntos para a guerra contra Tróia em busca de Helena, esposa de Menelau.
.....Nestas histórias, os heróis vão para a guerra de cavalos, mas lutam em solo, sendo um herói em busca de outro herói do exército contrário. Os cavalos só eram montados em tempo de paz pelos acrobatas ou viajantes.
.....Homero mostra outras verdades daquele tempo, como por exemplo, os barcos. Leves e de fácil manipulação e manutenção, eram levados muitas vezes por terra em mãos até um destino litorâneo no qual deveriam ser usados. Eram, na maior parte a remos, embora já se tinha o conhecimento das velas.
.....Havia também o questionamento do uso de drogas entre os gregos ao qual Homeroas representa nas obras Ilíada e Odisséia. É usada uma droga para espantar a tristeza de Menelau e Telémaco. Não obstante, Circe subjuga os homens com drogas para os transformar em animais, mas Hermes sabe que o antídoto é outra droga provinda de uma planta que havia por perto.
.....Na realidade, o mundo de Homero é a Grécia de seu tempo somada a criatividade de sua imaginação artística e aos dogmas da mitologia.

.....Contexto e controvérsias homéricas:
.....Vários historiadores procuraram nos textos de Homero as ruínas das principais cidades. Os romanos, no tempo do apogeu do império entraram em controvérsias nestas buscas. Tróia, Micênas e Pilos de Nestor eram grandes palácios de bronze, segundo Homero, mas em seu tempo real, Tróia já era ruína e Micênas já há muito tinha seu poder perdido. Pilos fora encontrada bem adentro do continente e não como Homero a descreveu, beirando o mar e que por muito tempo nisso se acreditou.
.....Estas controvérsias, que, diga-se de passagem, até os dias atuais, se devem ao fato de o mapa grego desta região, na Idade do Bronze, ser de uma imperfeição drástica, confundindo seus lugares. Já túmulos, monumentos, casas e palácios são perfeitamente descritos como nas ruínas achadas e estudadas pela arqueologia moderna. Vale salientar aqui, a casa achada de Erecteu em Atenas, exatamente como Homero a descreveu.
.....É observável que Homero tenha juntado as lendas com as ruínas de seu tempo e desenvolvido um texto que, ingenuamente, faz-se certo e lógico em suas histórias, misturando realidade com fantasia no pressuposto que seus poemas eram mais de caráter de entretenimento a de caráter histórico, ou até mesmo de registro. Homero não pode ser desconsiderado como um marco de sua época pelas suas controvérsias, pois, naquela época, todos os escritores, inclusive de outros povos, inventavam histórias para explicarem as ruínas de determinados locais, mas Homero tentou, por meio de muita pesquisa e andanças pelos territórios gregos, buscar as verdades latentes, confundindo, como acima dito, lendas, fatos e mitologia, e, a tudo isso, a falta de uma cronologia exata.
.....A Grécia de Homero tem tantas cidades como a Grécia Clássica na qual seu nome era venerado. As verdades homéricas se vêem na adoração de Agamenon como rei dos gregos e, em Tróia, um ritual misterioso em que virgens da Lócrida eram postas a prova na tentativa de chegarem sozinhas de noite no templo sem serem pegas no caminho para depois servirem os restos de suas vidas para Palas Atenéia. Explica-se isso na violação de Cassandra por Ajax no altar de Palas Atenéia, quando do saque de Tróia. Ilíada teria então suas histórias baseadas em outras histórias mais antigas.
.....O maior problema homérico é o fato de os arqueólogos não fazerem literatura comparada, e poucos estudiosos de poesia épica terem algum conhecimento arqueológico. Explicações diferentes se adaptam a diferentes casos. Os grandes enterros da era micênica cessaram muito antes do nascimento de Homero e, os capacetes de dentes de javali desta fase, como em seus escritos, já não eram mais usados, ou talvez o fossem por algum outro povo mais primitivo, dando-lhe inspiração. O fato é que, as verdades de sua época foram misturadas com as verdades de outras épocas, como por exemplo, as espadas longas dos micênicos não aparecendo em suas descrições como os capacetes com dentes de javali, sendo os heróis usando estes capacetes antigos com as novas espadas curtas do grego no tempo real de Homero.
.....Homero mostra-nos que os homens de Ilíadas e Odisséia eram mais fortes e os heróis mais heróicos que gerações mais antigas.
.....Homero traz ao antigo grego e, a nós, o vigor pleno encarnado em si mesmo, além da memória e da identidade do próprio povo grego. O mundo de Homero é surpreendentemente grande em sua unidade, é mais clara que obscura. Homero teve, sem dúvidas, muito mais penetração no grego da Grécia Clássica e no Império de Roma, com toda sua inexatidão geográfica e fatos verídicos ou inverídicos que se tem hoje no Homem atual, mas que, deixam bem claro, como pensavam os gregos em relação à natureza, à qualidade de vida e temas religiosos. Coisas que a arqueologia jamais poderia mostrar ou explicar, mesmo que tão romanceada como foi Ilíada e Odisséia.

.....Hesíodo e suas convenções mitológicas:
.....Quase contemporâneo de Ilíada e Odisséia de Homero, o Nascimento dos Deuses e Trabalhos e Dias de Hesíodo, nos mostram uma outra concepção dos gregos, mas com o mesmo sentimento do passado, apenas de forma mais precisa e proverbial que as obras de Homero. Segundo Hesíodo, o grego ascendeu a partir da inocente Idade do Ouro, passando pela Idade da Prata dos semideuses, pela Idade do Bronze dos heróis e da guerra heróica até acabar na atualidade de seus escritos, a Idade Miserável do Ferro. O que Hesíodo escreveu sobre as magias mitológicas ligadas as regras da agricultura, a moralidade e as observações das estações do ano não foi por acaso ou pura imaginação. Em sua época, as práticas agrícolas eram ligadas essencialmente com as práticas religiosas e, por sua vez, as práticas religiosas tinham a base teórica para fazer crescer as plantas e plantações.
.....Temos esta idéia enraizada até os dias atuais do grego no seguinte atual ditado popular:
....."Jesus ressuscitou assim como o trigo ressuscita".
.....A diferença entre Hesíodo e Homero é a base literária, sendo Homero mais trágico e com fatos militares, enquanto Hesíodo, no cotidiano da vida grega.
.....Hesíodo mostra os deuses em quase perfeita ordem hierárquica, mas que, sucumbem pela inveja que têm pelos homens que detêm o livre arbítrio e a delicadeza de nascer, crescer, reproduzir e morrer, fazendo de seu tempo no mundo empírico verdadeiras aventuras.
.....Hesíodo também nos deixa claro que tanto suas obras como as de Homero, foram, durante o tempo, acrescidas de outras histórias ou lendas, englobando, inclusive lendas de outros povos como a epopéia de Dede Korkut, poeta asiático que escreveu, antes da Odisséia de Homero, sua obra que conta o regresso de um herói de vastas terras à sua casa e esposa e que tem de reconquistar e provar seu lugar. Fato maior neste episódio é a prova final. Uma competição de arco e flecha. Assim temos um plágio, talvez, não de Homero, mas provavelmente de acréscimos feitos por outros poetas em seu nome em tempo posterior.
.....Assim tanto Homero como Hesíodo se basearam em cultos religiosos nativos e antes até mesmo de serem gregos.

.....A realidade e seus limites:
.....Nesta época o grego vivia com a cabeça em crenças mitológicas e lendas como supremas verdades e não podemos, nesta concepção, levar ao pé da letra os achados arqueológicos nos túmulos e os escritos nas ruínas dos tempos heróicos de Homero e Hesíodo. Por exemplo, era normal o grego valorizar os fatos como lendas familiares.
.....Os cultos aos seus ancestrais são ainda mais confusos. Quando surgiram, na Idade das Trevas, várias famílias de grande poder e influência como os Neledai de Atenas, reivindicavam seus parentescos com heróis das narrativas de Homero e de deuses que os colocaram no poder tempos atrás. Isto faz com que não possamos levar em conta muitos dos registros destes achados arqueológicos.
.....Para os gregos, os heróis eram o que as nossas versões de fantasmas são hoje em dia. Tantos bons como maus.
.....Homero floriu muito em suas obras, mas faz-se ver que tinha, pelo menos o conhecimento de tais fatos, cultos e ou religiões já conhecidos muito antes dele mesmo.
.....Olhando pelo prisma da arqueologia, podemos acreditar que jamais houve uma guerra de Tróia como na Ilíada de Homero. Sabemos que houve várias guerras em Tróia e que, Tróia é uma cidade em cima de outra Tróia, ou melhor, Tróia é uma primeira ruína que mais tarde foi reocupada, transformando-se em outra ruína e novamente, reabitada. Na concepção grega, Tróia sempre existiu e fora destruída várias vezes, mas não do modo como Homero narrou na Ilíada. Era impossível naquela época, uma guerra durar dez anos ininterruptos e com o contingente demonstrado pelo autor em sua narrativa poética.
.....Os poemas gregos, sem exceção, foram alimentados por histórias recortadas de diferentes tempos que, criativamente formaram os grandes épicos e tragédias do tempo heróico da Grécia.

.....Ascendência da lenda homérica:
.....Assim como os contos populares, passados de geração em geração, de boca a boca, se tornam mais fortes e de certa maneira verídicos quanto ao seu teor ou núcleo e, com o passar do tempo, torna-se fraco. Ficam as metáforas, as imagens e presopopéias dramáticas, mas alterando por completo a escala de acontecimento. As estruturas dos poemas de Homero e Hesíodo nos fornecem pouco na esfera sólida e deliberada. A Ilíada não é a história da guerra de Tróia como pensam a maioria das pessoas, se estendendo no tempo tanto para trás como para frente. A guerra em si é apenas um cenário da narrativa de Homero para as condições de vida a qual o grego heróico vivia nos seus tempos de guerras contínuas. Ambos os lados sabem que a guerra acabará com seus heróis já conhecendo seus destinos, mas, o poder do poema em si está nos pormenores e na linguagem na qual foi escrita, na convergência das personagens menores, nas belezas dos deuses e no efeito de atos e fatos isolados no contexto geral.
.....O estilo hexâmetro de Homero vem, provavelmente, da Grécia oriental na qual, até o tempo de Homero, foi aperfeiçoado por muitas gerações de poetas anônimos. Mas Homero escreveu suas duas obras com extrema delicadeza e perspicácia no estilo hexâmetro que se fez como referência nos poemas posteriores, mantendo os hinos e os chamando de poesia homérica, como por exemplo, o hino a Pã, escrito na fase Clássica com características claras de Homero, mantendo o mesmo interesse em narrar locais reais e fatos históricos reais.

.....A moralidade explicada pelos épicos:
.....Transmitidas por memória e adaptações, de cantor para cantor, a poesia épica popular floresceu em uma cultura iletrada refletindo o mundo moral e seus contextos sociais. A honra é divina e suprema e a riqueza com a mesma conotação, ou com o mesmo prestígio honroso. Nos épicos, um príncipe protege seu povo arriscando sua própria vida, ganhando a autoridade sobre seu exército, os jovens corajosos, por suas vezes, morrem cedo. As regras sociais, como a vingança sangrenta e a supremacia do vigor físico são absolutas. Assim os heróis épicos se vestem com a personificação de grandes guerreiros com inteligência de criança e, para eles mesmos, é impensável que as regras sociais sejam algo diferente disso.
.....Nos épicos, os heróis são todos livres e as regras lhes parecendo injustas, mas permanecendo inalteradas.
.....A poesia épica usa frases feitas, adaptadas e re-adaptadas em novas frases e versos, mostrando como pensavam os poetas do tempo de Homero. Na Ilíada, Homero mostra isso claramente em vários episódios, controlando as personalidades dos heróis que ora são impiedosos e sanguinários e ora complacentes e piedosos, como por exemplo, Aquiles devolvendo o corpo do príncipe Heitor ao pai Priamo depois de tê-lo vencido em um desafio singular perante toda a Tróia. Ou frases como a de Agamenon no início da trama:
....."Chegará à hora em que Tróia perecerá”.
.....Também na fala de Heitor, que entra no confronto sabendo do triste fim de Tróia. Até mesmo Aquiles que escolhe não ficar vivo em casa para ser morto jovem em batalha para viver na eternidade como herói destemido nas mentes de gerações e gerações por todo o infinito, fato que, se existiu algum Aquiles neste conceito, acertou em sua escolha.
.....O mundo homérico para o ocidental moderno é turvo e confuso, mas para a concepção histórica, é o início do renascimento grego.

 

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