Pai e filho da Macedônia...





..... Esparta ficou com a hegemonia do poder econômico, político e militar na Grécia logo após a guerra do Peloponeso, entretanto, em menos de trinta e tantos anos foi superada pelas suas rivais. As cidades, se envolvendo umas com as outras, em conflitos menores, desgastaram toda a Grécia, enfraquecendo suas ilhas e cidades na costa da Ásia Menor. Então surge uma nova força, a Macedônia, que em pouco ascende e começa a controlar todo o povo grego, inclusive, formando o maior império do mundo em extenção, mesmo que por curtíssimo tempo sob o nome de Alxandre, o Grande...

.....A supremacia da Macedônia colocando os gregos de volta ao seu status quo.

.....Desfechos a favor da ascenção da Macedônia:
.....Ao fim das Guerras do Peloponeso, com a cidade de Atenas subjugada, Esparta assume a hegemonia política, econômica e principalmente militar a qual durou 33 anos entre 404 a.C. a 371 a.C.. Os fatos que se seguiram durante este período foi quase da mesma forma que ocorrera antes entre Esparta e Atenas.
.....Lisandro, um herói de Esparta, tomou o mesmo rumo que seus antecessores nas Guerras Pérsicas e se vangloriou em posse do poder no Mediterrâneo oriental. Exigiu veneração como se fosse um semideus, principalmente em Salmos, estabelecendo uma idéia mítica, seguida não muito tempo depois por Alexandre, o Grande, filho de Filipe da Macedônia.
.....Lisandro entra em negociações obscuras com os persas e cai em desgraça com o povo grego e assim, acende-se novamente a iminência de outro conflito armado entre a Grécia e a Pérsia.
.....No reinado persa, nesta época, estava Ciro, irmão do rei dos reis da Pérsia. Antaxerxes, então governador da Ásia Menor, investe contra o trono na intenção de subir ao poder. Aliou ao seu contingente, um exército de treze mil gregos, no qual, quase todos estavam na infantaria pesada. A parte grega foi organizada e comandada pelo grego Clearco, ofiacial espartano nomeado pela sua fúria e violência, atestando sua fama. Foi até exilado sob pedido do próprio povo de Bizâncio pelas suas atrocidades administrativas. O exército de Clearco era formado por mercenários militares sobreviventes das Guerras do Peloponeso que estavam até então, digamos, sem emprego.
.....Na batalha decisiva do trono na Pérsia, Ciro é morto pelo irmão, Antaxerxes, em particular luta heróica, mas, antes de falecer, Ciro o fere quase que mortalmente. Antaxerxes se recupera com a ajuda de um médico grego, Ctésias, que escreve sua versão destes conflitos, como também o fez Xenofante.
.....Após a derrota de Ciro para Antaxerxes, a divisão grega, sem garantias e sob ameaça, não se rende e se põe em retirada tentando heróicamnete chegar ao território grego. Antaxerxes propõe um tratado em reunião com os generais desta divisão e, quando se reunem, mata a todos sem piedade ou chances de defesa. Xenofante assume então o comando desta divisão e parte para casa. Combateu os curdos montanheses além das tropas de Antaxerxes até se juntarem ao exército espartano que os embarcaram até Bizâncio, e lá os deixando novamente a sorte. Xenofantes passa o comando para Seutes, o Trásico. Este entra em conflitos tribais como força mercenária a quem o pagasse. Eram gregos combatentes muitos perigosos para serem acolhidos por quem quer que fosse. Por fim, com o número bem reduzido, cerca de seis mil homens, esta divisão se une a uma força expedicionária de Esparta que se preparava para combater contra os persas na Ásia.
.....No ano de 400 a.C. Esparta já estava de prontidão apenas esperando o pretexto para o início da nova guerra. Foram várias as ameaças de ataque dos persas às cidades gregas na Ásia, mas nenhuma efetivamente comprida. Porém, um ateniense, o almirante Cónon, desejoso de vingança contra os espartanos, um herói sobrevivente das esquadras atenienses das Guerras do Peloponeso, ofereceu sua ajuda para comandar os navios persas contra Esparta que prontamente foi aceito. Os persas com uma forte esquadra sob o comando de Cónon, toma a ilha de Rodes dos espartanos em 395 a.C. Por conseqüência, Agesilau, rei de Esparta, invade a Pérsia pela Ásia. E, entre várias seqüências de batalhas, temos a esquadra de Cónon derrotando as forças egípcias, capiturando todo o suprimento de trigo que seria exportado para a manutenção de Esparta. Em seguida, exterminou as esquadras espartanas no Mediterrâneo. Por terra, Agesilau, teve que enfrentar seus inimigos internos e ressentidos que estavam se aliando a Antaxerxes contra Esparta, então começa a recuar prevendo o píor. Por fim, seus inimigos dentro do território grego, o atacam investindo contra Corinto, obrigando o rei espartano a deixar de vez suas batalhas na Ásia e retornar para acertar a ordem em seu próprio território. Atenas também entra no fronte armada com o que tinha e junto com os beócios, derrotam os espartanos encurralando-os e mantendo-os presos no Peloponeso por terra. Mas pelo mar, assim como Atenas fora antes, Esparta se recupera e mantem-se livre, conseguindo certo equilíbrio das forças. Cónon, convinientemente, continua ao lodo dos persas e ainda consegue dinheiro para a recostrução das muralhas de Atenas, além da reconstrução das muralhas do Pireu. Assim, Atenas consegue reconquistar algumas ilhas dos espartanos, como as de Lemnos, Imbros, Siros, Delos e Quios.
.....Na Ásia Menor, os próprios gregos expulsam seus govenantes espartanos e instalam a democracia, entretanto, ao invés de exigir proteção aos atenienses, estes pedem proteção aos persas em uma jogada diplomatica. Não obstante, os persas, entendendo que um grego seria sempre um grego em relação a outro, e que, na hora de uma eminente necessidade, se uniriam contra tudo e todos, ficaram atentos aos aconteciemntos.
.....Atenas começava oportunamente a se recuperar, conquistanndo dos espartanos e persas a hegemonia no Mar Negro. Esta dança de vitórias e derrotas entre os interesses persas, espartanos e atenienses são fácieis de entender, pois, os exércitos que lutavam nestas batalhas eram constitídos por mercenários que, ora lutavam para um e ora para outro, dependendo da oferta e da procura. Assim, ficou claro que o Império Persa não era imbatível e que Esparta não era forte o suficiente para se manter no poder e, que os mercenários, em grande número, eram voláteis pelo pagamento e não pela vitória ou derrota. O comércio e o acumulo de dinheiro começou a se tornar o fator mais importante.
.....A Pérsia, em uma jogada estratégica de defesa, pede a paz geral entre todos, inclusive entre Atenas e Esparta a qual é aceita de imediato, mesmo que simbolicamente, pois deste fato em diante, os conflitos não estenderiam mais que simples batalhas de posse administrativa.
.....Tebas, nestes entraves, forma um exército de homossexuais e atletas, sem escrúpulos éticos, sob o comando de um astuto e inteligente general, Epaminondas, que poria fim aos conflitos entre Atenas e Esparta. Os Tebanos então começaram pouco a pouco a empurrar os espartanos de volta para suas terras originais e, pelo mar, finalmente os atenienses derrotam as frotas de Esparta. O único problema agora para Atenas era conseguir manter Curfo, um aliado muito distante que estava em ameaça pelos molosianos.
.....Em 371 a.C., Esparta e Atenas assinam um tratado de paz que colocam fim as Ligas e acordam as zonas de influências de ambos os lados. Mas Tebas recusou a entrar neste tratado mantendo seus aliados na Beócia. Nesta fase, tanto Tebas como toda a Macedônia e Tessália estavam nas mãos de Jasão. Na Molosia, Alquetas se submeteu também a Jasão como um vassalo. Com tanto poder e Esparta em fase de recuperação, e em guerra direta contra Tebas, Jasão então entra a favor dos tebanos e manda preciptadamente sua cavalaria em socorro enquanto Atenas se matinha quieta na espera do desfecho final destes acontecimentos. Assim, os espartanos recuaram de vez e Jasão então se pôs a destruir a fortaleza espartana que controlava a Termópilas. Este se preparando para atacar diretamente Esparta já bem enfraquecida, é assassinado, dando por conseqüência, grande poder a cidade de Tebas.
.....Em contrapartida, no sul da Grécia corriam fortes distúrbios civis entre os ricos, os menos afortunados e pobres, aos quais, muitas vezes, estes se gladiavam até a morte.
.....O Peloponeso estava fervilhando de conflitos isolados pelo descontentamento mútuo da população em suas mais variadas classes, um colapso total. Os arcadianos pediram ajuada a Atenas que se manteve neutra, mas aceitaram a oferta de Tebas no apoio militar para um ataque eminente ao sul. Imediatamente, Epaminondas, da início a invasão. Esparta, sem seu contingente real de soldados legítimos, só foi salva por alguns aliados ainda em favor dos interesses espartanos e pela promessa de libertação de mais de seis mil servos. Em contrapartida, Epaminondas reconstrói Messena e a usa contra Esparta, porém, Atenas tinha mais medo de Tebas do que de Esparta e entra na guerra a favor do último em 369 a.C. Nestes novos conflitos internos, temos a temática somente da derrota espartana no campo moral, pois tanto Tebas como Esparta e Atenas, após a morte de Epaminondas, se mantinham em pé, mesmo que muito enfraquecidas.

.....Felipe da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande:
.....Com o enfraquecimento generalizado no interior do continente grego e o Império Persa só preocupado com seus assuntos internos, a Macedônia, sob o comando de Felipi, começa a se despontar no cenário. Os macedônios começaram a ameaçar os molosianos e todas as outras tribos do Epiro. Nesta fase, a Macedônia encontrava-se com as mesmas características atenienses pela sua longa influência exercida em outros tempos. A corte toda era grega e suas principais cidades já contavam os gregos como maioria da população. A ologarquia macedônia era extremamente rica, mas o povo macedônio em si, estava bem a quem da concepção civilizada dos gregos, coisa tal, que sempre levou o povo grego a nunca o considerar um povo helênico. Na realidade, todas as tribos da Macedônia não passavam de meros vassalos das cidades-estados gregas.
.....Em 359 a.C., Felipe sobe ao poder como regente, posto maior que a do próprio rei e se defronta com fortes ameaças provindas dos povos peónicos e ilírios, ao norte e nordeste. Chegou ao poder definitivo e organizou um excelente exército, violento e disciplinado. Em 358 a.C., Felipi já contava com mais de dez mil homens bem treinados e uma cavalaria com mais de oitocentos cavaleiros, todos bem armados e confiantes em seu novo soberano. Entra então em confronto direto contra os ilírios, causando muitas mortes e em seguida subjulga, sem maiores problemas, os peónicos. Com toda a Macedônia sob seu controle e seu exército com considerável contingente, Felipi volta-se então para a Trácia no território grego, e pela primeira vez, Atenas viu a Macedônia interferir em seus interesses. Felipi tomou Anfípolis e suas minas de ouro, e em 356 a.C., foi coroado rei supremo da Macedônia sem qualquer oposição. No mesmo ano da coroação, nasceu seu filho, Alexandre, por conta do casamento com Olímpia, filha de Neoptólemo, de Molosia.
.....Tanto Felipi como Mausolo de Cária, tinham a idéia de formar um império e Atenas então começou a se mecher. Mausolo avançou até as cidades gregas no litoral da Ásia, independetemente de ser um príncipe tributário do Império Persa, continuou suas investidas sem qualquer preocupação com os persas, mesmo que isso viesse a germinar um confronto direto. Deslocou-se pelo mar e tomou várias ilhas e, dentre suas conquistas, conseguiu em 357 a.C. uma aliança diplomática com Quios, Cós e Rodes contra Atenas. Porém, um acerto com a Pérsia em 353 a.C. evitou a guerra. Mas Atenas nunca mais recuperou estas ilhas que acabaram por conquistar suas indepedências mais tarde.
.....No continente central grego, os conflitos inerentes entre as cidades-estados continuaram e, mais uma vez, Tebas fica responsável pelo conflito generalizado envolvendo Atenas e Esparta novamente. Assim, Tebas também começa ameaçar a Tessália e depois a Macedônia de Felipi. Este último se viu forte e com inteligencia suficiente para aproveitar as fragilidades das cidades gregas e, por fim, tomou Metona, última aliada de Atenas naquele momento. Desceu para o sul, derrotando os fócios na Tessália e depois os trácicos. Filipe neste momento adoece e, o Queroneso e o Helesponto são poupados de um ataque avassalador.
.....A Grécia estava aterrorizada pela ascenção de Filipe. Os gregos sabiam que estavam demasiadamente desorganizados militarmente e politicamente para qualquer tipo de resistência. As disputas internas e a sede de vingança de uns contra os outros, fortalecia a Macedônia que estava fortemente estruturada nas mãos de Filipe. Como exemplo, uma frase do orador ateniense, Demóstenes, tentando alertar todos os gregos que a Macedônia poderia ter o êxito que a Pérsia não tivera em outros tempos:
....."Se Filipe morrer, ergue-se-á brevemente outro Filipe".
.....Mas Filipe não morre e invade a Calcídica e em 348 a.C. destrói a principal cidade desta península, Olinto. Em 346 a.C., após um acordo com Atenas, que deixa seus interesses em relação a Anfípolis, ficam com a maior parte do Queroneso. Então Filipe termina na Trácia seu trabalho de conquista. Acertando a paz e tendo a rota da Fócida em seu poder. Voltou-se mais uma vez ao sul da Grécia. Começou então a agir com mais diplomacia em paralelo a força bruta, tornando-se membro do Conselho de Delfos. Agora a Macedônia já tinha englobado toda a Tessália e, Cersóbleptes, da Trácia, como seu vassalo. Aliou-se a todas as cidades que temiam Esparta, como Messénia, Magalópolis, Élis e Argos, cortando qualquer tentativa espartana de revanche. Pouco a pouco, Filipe extendeu seu poderiu até o sul.
.....Atenas quando se deu conta já era tarde demais, pois a Macedônia, a Tessália e o Epiro eram grandes demais e Filipe estava muito bem fortificado.
.....Atenas, porém, consegue libertar a Eubia aliciando Bizâncio e Perinto. Mas Filipe contra ataca de imediato, mesmo que não conseguindo sucesso em pouco tempo, mas retoma para seus domínios a Eubia.
.....No norte da Beócia, os aliados atenienses foram por fim derrotados em uma violenta batalha em Queroneia mais ao norte. Desta forma, a Macedônia se declara grega e Filipe começa então a ditar as regras por toda a Grécia, inclusive anunciando uma declaração de guerra contra todo o Império Persa.
.....Em 337 a.C., Filipe separa-se de sua esposa Olímpia para se casar com uma nobre da Macedônia. Para acalmar os nervos dos molosianos, acerta um casamento incestuoso entre a sua filha Cleópatra, irmã de Alexandre com tio desta, também de nome Alexandre, irmão de Olímpia a qual Filipe o coloca no trono de Molosia. Mas no dia do casamento, Felipi é assassinado em pleno teatro da capital Macedônia.

.....Alexandre se torna o "Grande":
.....Quando Filipe foi assassinado, seu herdeiro direto, com dezoito anos, Alexandre, vivia em sérios atritos com sua mãe Melosiana. Tinha, a pedido do pai, Aristóteles como seu tutor e professor. Alexandre, de personalidade ousada, força e violência eminente, tomou o poder logo cedo e continuou mantendo a hegemonia macedônica por toda a Grécia, inclusive se considerando grego e, além dos objetivos do pai de simples conquistas territoriais, queria helenizar todo o mundo, tamanha sua admiração pelo mundo intelectual dos gregos.
.....Alexandre, com sua agilidade, destreza e inteligência, correreu por todo o mundo antigo causando temor a todos. Quando Tebas ameçou a se rebelar, Alexandre marchou e uma ação rápida, desimou a cidade a tal ponto que, nenhuma outra cidade se atreveria a enfrentá-lo. Atenas, por sua vez, o felicitou pela tomada e destruição de Tebas se oferecendo como aliada nas suas próximas ações, inclusive a ajuda total ao plano incial de seu pai de invadir a Pérsia.
.....Em 334 a.C. Alexandre invade a Pérsia, avançando até o norte da Ásia, passando por Tróia para cumprir seus deveres religiosos e depois destroçando um enorme exército persa que estava no rio Granico. Como um bom diplomata, mandou todo o material de pilhagem desta batalha para a mãe e todas as armaduras e armamentos persas para Atenas, para que estes, se armacem e protegesse toda a Grécia em sua falta. Na Ásia menor, derrubou um governador persa e colocou um macedônio no lugar, proibiu a pilhagem e manteve todo o sitema de tributos como já estava com a intenção de manter pra sempre este território. Alexandre, como um grande admirador da cultura grega, inflenciado por Aristóteles, mandou reconstruir várias cidades, como Tróia por exemplo. Libertou Sardes, a antiga cidade da Lídia, deixando bem claro que iria governar todo o mundo antigo nos moldes culturais dos helênicos.
.....Em Éfeso, instalou a democracia e proibiu as represálias e, por mais onde passou seu exército, restaurou a liberdade, dando início a uma série de libertações triunfantes e restaurações das antigas cidades gregas, coisa que levou Alexandre a ser aclamado como um semideus por todo o povo grego.
.....Mileto foi o maior exemplo da astúcia de Alexandre, derrotou primeiro a poderosa esquadra persa e depois sim, investiu por terra. Enfim, em 333 a.C., Alexandre enfrenta o rei dos reis, Dario III. Os persas avançavam lentamente pelo mar atrás de Alexandre e este rapidamente ia vencendo os exércitos desprovidos por terra. A esquadra persa, à medida que aportava, só encontrava alguns mortos e feridos. A força persa estava sempre à retaguarda das forças de Alexandre que, usava isso como estratégia militar. Dario III em surtos de raiva, mandava cortar as mãos de todos os sobreviventes deixados por Alexandre e seu exército grego, os responsabilizando por suas incopetências. Essa atrocidade foi um encentivo para a tropa já cançada dos macedônios. Fizeram uma marcha acelerada até Dario III e, espalhando a notícia que Alexandre, o Grande, iria libertar todos os povos da Pérsia.
.....Em batalha direta entre os dois soberanos, Dario leva a pior, contrariando todas as expectativas. Alexandre tinha um contigente infinitamente inferior as tropas persas. Separando seus melhores homens, os escondendo em meio a sua própria tropa e, de uma só envestida, com a idéia de mostrar um suicídio, investe diretamente na linha de frente dos persas. Entretanto, perto do combate corpo-a-corpo, essa elite se desvia dando a volta na confusão do combate, seguindo com determinação diretamente para a tenda real de Dario III. Disima seus defensores, mas Dario consegue bater-se em fuga. O exército persa, percebendo a fuga covarde de Dario, se rende de imediato, engrossando as forças de Alexandre, passando a aclamá-lo também como "o Grande".
.....Entre os prisioneiros, estava a rainha de Dario III. Alexandre a tratou com cortesia e nobreza e junto com uma jovem cortesã grega que passou a ser sua amante nos cinco anos seguintes.
.....Seu próximo passo foi atacar a Fenícia, depois a Síria. A cidade de Tiro resistiu por mais de oito meses e, em 332 a.C., Alexandre a toma definitivamente e manda matar oito mil habitantes escravizando todo o resto - cerca de trinta mil homens, mulheres e crianças, como exemplo do seu poder. Depois dominou Gaza e na seqüência o Egito. Nesta última batalha, Alexandre funda a cidade de Alexandria em homenagem a si mesmo, mostrando para todo o mundo antigo que ele era um semideus e, quem quer que fosse seu opnente, seria derrotado de imediato. Sua fama chegou aos gregos no continente conquanto o povo passou a venerá-lo como um herói dos tempos de Homero. Ainda no Egito, Alexandre faz jogos olímpicos em homenagem aos deuses egípcios, fato tal que o levou a ser aclamado como rei de todo o Egito sem maiores resitências.
.....O passo seguinte de Alexandre foi reunir e organizar novamente um exército com mais de quatrocentos mil homens colocados em marcha novamente à Ásia. Atravessando o rio Eufrates e depois o rio Tigre, travou sua segunda batalha direta contra Dario III em Gaugamela. O exército persa o esperava com elefantes e carros puxados por cavalo além de uma forte infantaria composta por babilônios, afegãos, indianos e toda a sua cavalaria das estepes asiáticas. A luta foi feroz e longa, mas Alexandre vence, tendo em seu exército, a certeza divina de Alexandre, lutando todos com excessiva confiança na vitória contra um exército subordinado ao imprialismo de Dario III sem ideial algum. Mais uma vez Dario bate em fuga antes do final trágico para os persas e, assim, os babilônios vendo em Alexandre a libertação efetiva, unem-se sem mais delongas. Susa, antiga capital dos reis dos reis persas, cai na graça dos macedônios. Lá, Alexandre se depara com estátuas gregas roubadas das cidades-estados a mais de cento e cinqüenta anos. Mandou-as de volta para as suas respectivas cidades de origem, ganhando assim, mais fama. A Macedônia ganhou o título de Nova Grécia entre os habitantes de toda a Grécia antiga nesta fase.
.....Alexandre então se reorganiza e toma rumo ao centro nervoso do Império Persa, Persópolis, conquistando tudo no caminho. Sua maior dificuldade foi atravessar, em 330 a.C., os portais persas, um desfiladeiro estreito e longo, fortemente protegido. Seus soldados de elite acharam uma passagem que deu a oprtunidade de flanqueamento. Assim, Alexandre destroça essa força defensiva e invade sem maiores problemas a cidade de Persópolis, causando grande horor e ao mesmo tempo adimiração a Alexandre. Agora, os persas acreditavam mais na força de Alexandre a que nas forças do próprio império.
.....O tesouro de Persópolis era indiscritível. Alexandre precisou de milhares de mulas para levá-lo e distribuí-lo por toda a Grécia.
.....Dario III não se rende e mais uma vez bate em fuga para o norte. Alexandre autoriza uma noite de orgia no palácio real recém dominado e, pela manhã do dia seguinte, coloca suas forças em marcha rápida atrás do covarde imperador. Alexandre o segue sem descanço dia e noite até encontrá-lo e, quando o encontra, o encontra demasiadamente ferido, numa tentativa de assassinato por seus próprios generais. Alexandre, indignado com a atitude de seus subalternos, jura-lhes morte desonrosa e, mesmo contra a vontade de sua tropa, segue em frente atrás de tais deslais militares até encontrá-los e assassiná-los de maneira violenta e impetuosa.
.....Uma parte do exército de Alexandre, após a morte de Dario III, que se alistara apenas no intúito de derrotar o Império Persa, toma rumo de volta para casa com muitos tesouros de recompensa. Outra, fiel a Alexandre, o segue em frente, muito além dos domínios territorias da, nesta fase, antiga Pérsia.
.....Alexandre, para evitar um colápso nas cidades persas, manteve seus sistemas políticos e administrativos e, principalmente respeitando os cultos religiosos e suas diferentes culturas em si, fazendo ser percebido como deus grego vivo vindo para a libertação de todos. Casou-se com uma nobre persa e manteve assim o Status Quo de Persópolis sem grandes manifestações nos bastidores políticos, principalmente em se tratando de oportunistas.
.....Nestas novas incurções pelas terras extremas do Oriente, Alexandre em batalha contra os indianos é gravemente ferido, começando sua tropa a colocar em dúvida sua divindade. Neste momento, sua tropa que nunca o havia desobecido, começa a esboçar motim, principalmente daqueles que desejam o retorno para a casa natal. Alexandre, na fronteira do Afeganistão, já observando desordens sem sentido, como por exemplo, um assassinato cometido por ele mesmo a um de seus generais durante uma discução na qual estavam os dois sob os efeitos do vinho, se vê sem mais entusiamo e convencido que sua empreitada chegara ao fim, toma o rumo pra casa, mantendo em harmonia sua tropa e sua hegemonia soberana.
.....Em seu retorno, já na Babilônia, Alexandre ou adoeçe ou é envenenado por seus generais ganaciosos - não sabemos ao certo -; pois todo aquele império construído não tinha nenhum herdeiro direto de Alexandre e, este, por sua vez, não nomeava nenhum preferido. Morre aos 33 anos de idade em 323 a.C., deixando todas as suas conquistas acertadas entre seus principais generais.
.....Hoje temos sua façanha completa, pois, desde a China ocidental até o estreito de Gilbraltar, houve a difusão grega como uma só nação no sentido cultural e intelectual. Alexandre levou a Grécia para todo o mundo antigo e sua benevolência com os povos conquistados manteve os seus territórios sem revolta durante séculos...

.....O império após a morte de Alexandre e seus caminhos contextuais e políticos:
.....Após a mortre de Alexandre, a unidade política da Grécia passou a ser o que sempre fora. Sem uma autoridade centrada, as cidades-estados começaram a dança entre alianças e conflitos singulares. Mesmo as cidades tendo suas recuperações monetárias, provindas das pilhagens da guerra contra a Pérsia, não se acertavam em acordos comerciais. Assim, os gregos do continente reuniram mais de oito mil mercenários que haviam participado das tropas de Alexandre e investem contra a Macedônia. A intenção era manter a Macedônia fora das disputas políticas e comerciais entre as ciddades-estados gregas, como sempre fora desde os micênicos.
.....Antíparco, general macedônio no comando das tropas de defesa da Macedônia ficou sitiado em Lâmia por todo o inverno, entretanto, consegue subjugar os gregos e colocar a Macedônia nas regras militares e políticas novamente dentro do antigo território macedônio.
.....Toda a Grécia, de norte a sul, leste a oesta, veneravam Alexandre com um herói e o consideravam bem guardado no Hades ao lado dos heróis que combateram contra Tróia, séculos atrás.
.....Em Atenas, pós Alexandre, sobe ao poder Demóstenes que restaura a democracia, mas esta agora, restrita apenas aos atenienses e, mesmo assim, aos ricos e aos poucos da classe média alta. Por sua vez, os filósofos, conseguem manter a hegemonia intelectual não só na Grécia, mas em todo o mundo antigo.
.....No interior da Macedônia, os últimos restícios persas foram dominados e passados para governos de reis macedônios. Na Índia, inicia um novo reinado, Chandragupta. Estes fecham suas fronteiras e, para mantê-las livres, era necessário um pagamento de quinhentos elefantes por ano. No continente, os generais macedônios eram indestrutíveis. Tinham elefantes puxando seus carros militares inventados pelos gregos durante a guerra contra a Pérsia e mais a maior parte do tesouro pilhado, podiam levantar um exército que nenhuma outra cidade isolada poderia combater. Atenas, única cidade a qual poderia se opor a Macedônia, naquela fase, tinha muitos artistas e filósofos, entretanto, não tinha elefantes...
.....As disputas internas para o controle do poder macedônico produziram um caos por todo o mundo grego. Após Alexandre, o império ficou, em primeiro momento, nas mãos de dois chefes. Perdicas na Ásia, filho do tio de Alexandre, o Grande e, Antípatro no continente europeu, único general vivo do tempo de Filipe. Da mesma maneira, a coroa na Macedônia foi dividida entre o meio irmão de Alexandre, não muito inteligente e a outra metade para um bebê. Mas o império formado por Alexandre era imenso, motivo pelo qual foi levado a ser dividido em áreas governamentais dadas aos generais da campanha inicial contra a Pérsia, sendo alguns gregos e outros macedônios, pois, todos estavam em batalha junto a Alexandre até sua morte. Assim, ficou o Egito para Ptolomeu, a Frígia para Antígono, Seleuco ficou com a Babilônia e Lisímaco, com a Trácia. Daí em diante foram inúmeras as conspirações e assassinatos, inclusive entre filhos e mães até todos serem substituidos por governantes nativos das áreas conquistadas. O único dos generais de Alexandre que morreu na cama e no poder foi Ptolomeu, no Egito.

.....As conseqüências:
.....Depois de mais de cinqüetna anos das conquistas de Alexandre, os gregos foram, em primeiro lugar, os que obtveram total consciência da existência de outros povos muito além de suas terras e com costumes completamente diferentes. O poder no mundo se alteraria drasticamente com advento da cultura helênica em praticamente todas as civilizações existêntes na era de Alexandre, o Grande. Os povos do extremo Oriente, como os nómadas, os bárbaros do norte, os povos chineses e euro-asiático, começaram a entrar em contato progressivo com os ocidentais pelos gregos. Como exemplo, temos um navio mercante do século II a.C., naufragado perto de Anglesey, a noroeste de Gales, com fortes indícios de que já sabiam das propriedades física do mundo, como o formato redondo da terra e sua extenção, além do conhecimento das terras, povos e suas distâncias.
.....A real conseqüência da derrota persa foi a liberação do dinheiro concentrado nas mãos de uma só oligarquia. Até antes da guerra de Alexandre, todo o dinheiro e tesouro estavam parados nas mãos dos reis persas por séculos. Nenhum povo tinha a consciência do seu poder e influência e, em pouco tempo, o desastre já tomava conta de todo o mundo antigo quando esse dinheiro e tesouro começaram a circular em negociatas de mão em mão. Por exemplo, nas ilhas gregas, o sistema de comercialização de rebanhos se alterou a tal modo que perdeu seu intuíto de subsitência para atender a briga nas concorrências que se seguiram. Os homens começaram a deixar o campo para se alistarem como mercenários nos diversos exércitos que se formavam, proporcionando dinheiro fácil. Os generais que sucessederam Alexandre, na divisão do território persa, colocaram em circulação praticamente a fortuna do mundo antigo inteiro acumulado pelos reis persas durante séculos. Isso causou um verdadeiro caos na inocente economia mundial. Os santuários dos deuses na Grécia que mantinham seus tesouros prontos a serem liberados a seus estados em caso de extrema necessidade, passaram a operar como verdadeiros bancos mercantis para o público em geral, fazendo empréstimos para empreitadas comerciais, investimentos e negócios, além de servir como uma fonte de dinheiro para saldar dívidas comuns. Outros povos seguiram esta idéia da Grécia pela grande quantidade de dinheiro rodando em todo o mundo antigo e, a inflação não tardou a chegar. As classes sociais começaram a se gladiar gerando conflitos civís por todas as cidades gregas. Os escravos, em meio à tamanha fartura, quase sempre se revoltavam, mesmo que com resultados trágicos. A piratia voltou a ativa com toda força se transformando na maior praga para a economia antiga, gerando o primeiro mercado negro estabelecido do mundo.
.....Por outro lado, a Grécia estava no auge de seu amadurecimento intelectual e cultural e, Alexandre, levou isto para todos os povos por onde passou.
.....Com a destruição eminente do comércio mundial e o desfacelamento daqueles que obtiveram capital em excesso, foram, aos poucos sendo substituídos pelos agricultores, pelos detentores, não de bens materias e bens de luxo, mas sim de alimento. Neste sentido, o povo de Roma começa sua ascenção pelas suas características agrícolas e, por fim, se tornariam no maior e mais duradorou império do mundo. Mesmo assim, com exceção da China e o extremo oriente da Índia, o mundo todo já estava helenizado. As coisas gregas, os modos gregos de se fazer as coisas, sua língua e, principalmente sua literatura, passaram para o conceito de patrimônio mundial.

 

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