Resumo dos principais filósofos...

Wittgenstein (1.889 - 1.951)


.....Filósofo vienense, começou seus estudos direcionados às coisas relacionadas com maquinários, estudando na faculdade de Berlim engenharia e, depois, como estudante pesquisador em Manchester, desenvolveu um motor a jato e um propulsor.


.....Lá, conheceu a obra de Russell, "Os Princípios da Matemática" ao mesmo tempo em que fez amizade com Frege.
.....Estudou filosofia com o próprio Russell, no Trinity College e, por fim, foi admitido como filósofo e professor, após largas discussões com pensadores como o próprio Russell, Moore, Keynes entre outros.
.....Elaborou duas filosofias distintas entre si, as quais lhe deu fama como um verdadeiro gênio, conquanto, exerce influências em todos os pensadores modernos até nossos dias. Sua primeira obra foi um pequeno livro intitulado "Tratado Lógico da Filosofia" elevando-o de imediato ao mais alto nível intelectual em sua época. Alegava que o entendimento era a estrutura da realidade determinando a estrutura da própria linguagem. Mais tarde a renegaria afirmando que nossa linguagem, na verdade, é quem fornece nossos conceitos de realidade e, ao mesmo tempo, não nos fornecendo nenhuma estrutura para a linguagem em si, possuidora de livres formatos exibindo interlocuções livres. Em suas duas configurações filosóficas, ele se refere à linguagem como a relação aos seus próprios limites.
.....Já na obra "Investigações Filosóficas", o filósofo afirma que os problemas empíricos não são problemas filosóficos. Encontram-se suas soluções pela procura na operação de nossa linguagem, na qual, temos o reconhecimento de tais operações por serem mal entendidas. Assim, Wittgenstein continua:
....."Os problemas são solucionados, não por fornecer novas informações, mas por organizar aquelas já conhecidas. A filosofia é uma batalha contra a sedução da nossa inteligência por meio da nossa linguagem."
.....Foi prisioneiro de guerra na primeira guerra mundial que, em cativeiro, desenvolveu todos os conceitos básicos de sua filosofia. Em seu retorno a Viena, fazendo amizade com Schlick, freqüenta, mesmo sem ser membro, o Círculo de Viena no qual é tido como um honorário participante das discussões latentes, influenciando, e muito, seus membros com suas idéias e opiniões.
.....Teve publicado um conjunto de notas relacionadas às aulas que teve sobre filosofia, sendo estas conhecidas como "O Livro Azul" e "O Livro Marrom", contendo coisas como a filosofia da mente, especulando em detalhes coisas como sensação, imaginação e ação voluntária. Ausentou-se da realidade em uma auto-alienação em uma cabana na Noruega após sua visita à Rússia e lá, escreveu suas "Investigações Filosóficas" que, mais tarde, se tornaria sua obra mais famosa.
.....Foi convidado a substituir a cadeira de filosofia, antes ocupada por Moore, em Cambridge, não assumindo devido ao início da segunda guerra mundial. Serviu na guerra junto ao corpo médico e, em sua volta, sofrendo uma crise existencial, largou a carreira cátedra alegando ser superficial e intolerável a vida de um filósofo profissional, indo morar na Irlanda.
....."Sobre a Certeza" foi sua última obra, morrendo logo após.
.....Sua filosofia tem como base sete coisas: A primeira, consistindo nas proposições como imagens representando fatos. A segunda, mais importante, disserta sobre as proposições mais simples nas quais todas as proposições com significados são analisáveis em últimos termos, contendo nomes que, por lógica, nomes próprios refletindo exatamente sobre a coisa em si. A terceira, como conseqüência eminente da segunda. A quarta, atesta que todas as proposições são funções de verdades das proposições mais simples formadas por nomes próprios, por lógica, mostrados como imagens possíveis de coisas. A quinta, averbando que as proposições lógicas são tautologias, não correspondendo ou mostrando absolutamente nada em relação às coisas em si. A sexta, afirma que várias declarações que entendemos como significados não o são de fato que antes, não dizíveis por não serem analisáveis como imagens lógicas das coisas simples. A sétima, contrapondo a todas, apenas como um lembrete, explicado em suas próprias palavras:
....."Sobre aquilo que não podemos falar, nós devemos fazer silêncio."
.....Assim, o filósofo descreve que as proposições interpretam e constituem os fatos possíveis, intitulando como fatos atômicos e, estes sendo aqueles que tornam as proposições verdadeiras ou falsas e, assim:
....."Tautologias e contradições não são imagens da realidade. Elas não representam qualquer situação possível, visto que a primeira admite todas as situações possíveis e a segunda, nenhuma."
.....Para ele, tanto tautologias como contradições, eram coisas sem o menor sentido por não se ter nada em suas realidades inatas e na realidade a qual elas se relacionam. Assim, as coisas como ética, religião, estética e metafísica tidas como absurdas, por usarem a linguagem para se elevar acima da própria linguagem.
.....Enfim, chega a conclusão de que significado e falta de significado dependem da relação formal na qual a proposição sustenta a realidade, conquanto, significado é a relação de como se é utilizada as palavras, fornecendo então significados à própria linguagem e, esta como um fenômeno natural dos humanos e, a filosofia como uma coisa que reúne as lembranças em uso real da linguagem na qual vem abolir a confusão que ela própria concerne.
....."A filosofia coloca tudo diante de nós, não explicando, não deduzindo o que quer que seja."
....."Os problemas filosóficos são resolvidos não pelo fornecimento de novos conhecimentos, mas sim pela organização dos conhecimentos que já existem."
.....Sobre a vontade, Wittgenstein afirma ser uma coisa que sustenta e está acima do bem e do mal. Mas:
....."Eu não posso dobrar os eventos do mundo de acordo com minhas vontades; eu sou completamente impotente."
.....Nesta temática, nos mostra que a vontade não é a causa da ação, e sim a ação em si, na qual, ninguém consegue desejar sem agir. Desmonta todas as teorias metafísicas sobre a vontade e, por conseqüência, todos os problemas relativos as coisas da mente, pelas quais, as palavras sendo examinadas, são usadas em casos particulares.
 

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