Resumo dos principais filósofos...

Schopenhauer (1.788 - 1.860)

.....Nasceu em Danzig, mas viveu em Hamburgo, onde foi educado para assumir os negócios do pai que eram voltados ao comércio. Em idade adulta, após completar seus estudos, viajou por toda a Europa com a intenção de estudar sobre a tristeza das coisas.


.....Obcecado pela Vontade”, esse era o título pelo qual seus contemporâneos o chamavam e admirivam. Adepto das idéias centrais de Kant, Schopenhauer acreditava que o conjunto de fenômenos no mundo eram apenas manifestações da vontade e, para ele, a vontade como sendo o fundamento de todas as coisas. Alegava que se abolíssemos a vontade do mundo, este também seria, por conseqüência, abolido.
.....Sustentou que a filosofia era a solução real para as dúvidas do Homem. Seu sistema, baseado na tese da vontade é bem descrito em sua mais famosa obra, "O Mundo como Vontade e Representação", desenvolvida em meio as conturbações napoleônicas. Seu reconhecimento e fama veio tardiamente, não obstante, com o filósofo ainda vivo. Diziam ser um homem amargo, solitário e depressivo.
.....Insistia para que todos, antes de estudarem suas teses sobre a vontade, estudassem primeiro sua obra "Sobre a Raiz Quadrada do Princípio da Razão Suficiente", insistindo que nesta, estariam todas as razões e explicações. Schopenhauer teoriza, neste escopo, quatro tipos de razão, nas quais, podemos entender o mundo: razão das mudanças físicas, razão de conexões de conceitos, razão das verdades matemáticas e a razão de nós mesmos.
.....Trabalhou focado na razão de nós mesmos, conquanto, um indivíduo consciente de si mesmo, o é por vontade própria e detentor de vontades e, quando deseja, os motivos as explicam. Neste sentido, o filósofo escreveu:
....."Sem tal motivo, a ação é para nós tão inconcebível quanto o movimento de um corpo inanimado sem um puxão ou um empurrão."
.....Logo, as coisas são processadas e organizadas na mente, dando-nos a definição da vontade em si, por qual, o entendimento fornece a causalidade ou lei explicando as coisas empíricas; a razão assegurando as regras para a interação de conceitos; a intuição sobre o tempo e espaço e; as bases e regras para a matemática e para a autoconsciência que motivam a vontade, pressupondo a coisa na mente como uma relação do sujeito para o objeto e, o objeto sendo apropriado por ela. Esta relação sujeito e objeto é uma coisa misteriosa e inexplicável, tendo nesta temática, segundo o filósofo, a chave para todas as questões do mundo.
.....Portanto, na concepção de Schopenhauer, vontade é a causa de todas as coisas. É o próprio esforço em se manifestar segundo sua própria natureza. Afirma, como Kant, que o que conhecemos não são como realmente são em si, mas seus fenômenos, são exatamente como nós os percebemos, de acordo com nossa vontade. Neste sentido, não adianta especular nada acima da vontade, pois, esta é a geradora de qualquer especulação. Logo, impossível saber como viemos a ser e como somos se, somos resultado da vontade que tivemos em tempos passados, desde o início do Homem até o Homem atual, por qual, o Homem em particular é um fragmento de vontade de uma vontade única em si mesma.
.....Uma frase que fecha seu raciocínio:
....."Aqueles que superam o mundo, nos quais a vontade, tendo alcançado o autoconhecimento completo, reencontram-se como o todo."
 

.