Resumo dos principais filósofos...

Russel (1.872 - 1.970)


.....Ficou órfão antes de completar seus quatro anos de idade, sendo criado pelos avós. Iniciou seus estudos em Trinity College, Cambridge, se especializando em matemática e, mais tarde, trocando-a pela filosofia.


.....Especulou a possibilidade de se estabelecer um relação entre a matemática e a lógica. Tratou também de coisas como as ciências naturais, sociais e políticas. Desenvolveu duas teorias, a Teoria dos Tipos e a Teoria das Descrições, pelas quais, se discute sobre a verdade e a crença. Sua obra "O Problema da Filosofia" foi considerada como uma clássica introdução ao ato de filosofar. Adotou inicialmente o atomismo lógico, pelo qual, qualquer coisa, por mais complexa que fosse, poderia ser dividida em particularidades menores e particulares em si, e, sendo assim, escreveu:
....."O mundo contém fatos, os quais são, indiferentes ao que escolhemos pensar sobre eles."
.....Como cético em relação a existência de Deus, assegurava não haver nenhuma razão para se acreditar em tal divindade. Em sua obra "Porque Não Sou Cristão", examina arduamente sobre a existência de Deus e sobre as práticas religiosas, principalmente a teologia cristã. Na política, trabalhou como pacifista, cuja tese era a de se ter uma condição favorável e justa entre os produtores e os consumidores, dando o resto por certo, como coseqüência inevitável. Era contra o nacionalismo alegando ser esta prática um perigo eminente entre nações e culturas e, apresentou como solução, um governo mundial, mesmo que reconhecendo a sua impossibilidade prática, precisando ainda, muita evolução intelectual de todos, sem exceção, para que tal coisa acontecesse de fato. Até o final de sua vida, defendeu o desarmamento nuclear.
.....Sob a influência do idealismo de Hegel e Bradley, Russel não aceitou a tese de que tudo estava relacionado, propondo um realismo e um atomismo reconhecendo uma pluralidade dependente da mente, relacionado de algum modo com os sistemas de Hegel e Bradley.
.....Baseado nas obras de Moore, Russel desenvolve a temática da realidade real em detrimento da realidade necessária. Assim, invoca a "Navalha de Ockham", eliminando a multiplicidade desnecessária por meio de análises lógicas entre coisas conhecidas que substituem as coisas desconhecidas. Como resultado, Russel nos propôs uma sólida base de empirismo lógico.
.....Assegurava que o caminho seria uma análise das coisas uma a uma de modo analítico.
.....Alegava suas teorias em cima da seguinte pergunta:
....."Existe algum conhecimento no mundo que não seja tão certo que nenhuma pessoa razoável possa duvidar dele?"
.....Descreve então o modo pelo qual percebemos o mundo. Dados sensíveis eram as coisas como cor, cheiro etc., padronizando nossa consciência. Diferentemente, explica o conhecimento pelo conhecimento em relação ao conhecimento por descrição. Afirmava serem as coisas interpretadas na mente por conta das qualificações dos dados sensíveis, sendo as coisas em si, resultados das interpretações destes dados sensíveis.
.....Resolve então afirmar que pode haver o físico sem objetos físicos, conquanto se é necessário o seguinte conceito:
....."Quando não há construções lógicas possíveis, deve-se substituí-las por entidades inferidas."
.....Assim, conseguiu afirmar que não podemos adquirir conhecimento diretamente do próprio eu, embora tenhamos capacidade para adquirir conhecimento baseados em fatos mentais como ter vontade, desejar e acreditar, por exemplo. Difere para tal, os dados sensíveis e os fatos mentais, sendo os últimos, o alvo da vontade, da crença e do desejo experienciado.
.....Quanto as preposições sobre a crença, Russel distingue dois tipos, a atômica e a molecular. A primeira, com a qual a verdade ou falsidade é deferida pelas preposições atômicas que são analisáveis. A segunda, por quanto a verdade atômica é deferida por si só ao fato em que se autodescreve.
.....Na obra "Análise da Mente", Russel reformula estes conceitos, acertando seus paradoxos sobre a crença, na qual, a reformulação de uma preposição não se vê necessariamente requerendo uma lógica própria.
.....Sua conduta filosófica consistia em, sempre que necessário, reformular totalmente as bases de suas teses quando se reconhecia as falhas e contradições.
.....Ao final, chegou a conclusão real sobre a garantia da teoria da "Navalha de Ockham" e mais as bases teóricas de Moore, as quais, a física requer o objeto físico, requerendo por conseqüência, o conceito de substância na qual o raciocínio indutivo adotado para a ciência, sem que este seja confirmado pela experiência.
.....Mudou o sentido filosófico de sua época que, até então, estava voltado para o lado científico e experiencial para o lado significativo da linguagem e do discurso simples alegando:
....."Há diferentes maneiras com que pessoas tolas podem dizer coisas tolas."
 

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