Resumo dos principais filósofos...

Guilherme de Ockham (1.285 - 1.349)


.....Nasceu na cidade de Ockham, Inglaterra. Foi estudante em Oxford e de lá para a congregação Franscicana. Em seu exílo político em Munique, Bavária, contraiu a peste negra e morreu.


.....Deixou-nos as sementes da contestação e a consciência do livre arbítrio; livres da relação Deus-razão e da relação experiência-fé.
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Foi um filósofo crítico e polêmico, chegando até a ser acusado pelo papado de Avião de heresia. Seu julgamento é adiado politicamente por dois anos, aos quais, ficou confinado no monastério.
.....Em 1.326, cinqüenta e uma das citações de uma certa obra sua, foram consideradas hereges e, Guliherme rejeita a ordem de retirá-las. Foi condenado e, foragido, encontrou asilo em Munique, junto ao imperador Luis da Bavária. Desde então, passou a maior parte do seu tempo escrevendo panfletos contra o papa e as coisas obscuras da Igreja Católica.
.....Sua fama deriva de suas idéias sobre a economia, conhecido sob o título de "Navalha de Ockam", com qual: "é desnecessário fazer com mais onde pode-se fazer com menos" e, "o essencial não deve ser multiplicado sem necessidade".
.....Várias de suas teses eram contrárias as de Scot, chegando as vezes, a completa incompatibilidade.
.....Foi um empirísta radical, argumentando que as coisas individuais dos sentidos eram uma só realidade. Foi também o precursor do nominalismo, ao qual se é impossível chegar a verdade divina por meio racional. Todas as coisas no Universo são contingentes as coisas de Deus e seu livre arbítrio. Assim, reafirmou a contestação de seus antecessores contra a tese de Aquino, na qual existiriam idéias na mente de Deus, incorporada na teologia cristã baseados nos princípios da filosofia de Platão, conquanto, existiria um mundo de formas perfeitas, traduzidas como idéias na mente de Deus.
.....O fato é que, Ockham mostrou fortes limitações a liberdade divina em criar o mundo de acordo com sua vontade segundo Agostinho e seus seguidores. Para estes, o caminho para as coisas da mente de Deus seriam alcançadas nos estudos das coisas criadas por Ele. Para Ockham, isto era infundado. Assim o Universo criado não era necessário, mas sim contingente. Logo, existem coisas e, estas coisas tem cada uma sua particularidade e, sendo assim, somente as coisas particulares são reais e só podem ser conhecidas em suas particularidades.
.....Para Ockham, conceitos universais como homem, animal, vegetal e os demais, não existem quando estes conceitos tem referência as suas formas, pois somente as coisas individuais existem de fato, sendo o conceito universal uma regra criada na mente dos homens e logo, inexistente de fato.
.....Distinguiu então dois tipos de conhecimento latentes: o abstrato e o intuitivo. O conhecimento intuitivo é a consciência imediata em relação as coisas sentidas e as suas respostas mentais. O conhecimento abstrato não é um conhecimento em si, mas um conhecimento derivado de preposições e proposições sobre coisas as quais já se tem conhecimento prévio e que só assim se pode chegar a algo que não existe ou poderia existir. Assim, Ockham afirma que a mente do Homem trabalha por e, em signos, pelos quais, mesmo antes do Homem ter a capacidade de comunicação verbalizada, depois escrita, já tinha os significados em sua mente das coisas da natureza, incorporando, na medida de sua evolução, os signos convencionais.
.....Alegou esta tese na seguinte frase:
....."O signo pela qual eu entendo como Homem é o signo natural do Homem e, tal signo pode representar o Homem em uma posição mental, exatamente como a palavra Homem pode representar coisas do Homem em uma proposição oral."
.....Por esta perspectiva, a razão operaria por conta dos termos e palavras atribuídas aos signos naturais e convencionais.
.....Todas as suas idéias nos levam a apenas um conceito de Deus e não em uma prova da existência de Deus, baseados nos pensamentos intuitivos e nos pensamentos abstratos das coisas e criaturas particulares e, que estas, não existiriam se um dia não tivessem sido criadas, formulando assim o conceito de um primeiro ser.
.....Só poderíamos chegar a Deus por meio da revelação, pois a razão estava muito abaixo das coisas de Deus. Deus não poderia ser objeto de estudo do Homem, pois não é um ser co-extensivo ao Universo e, seu poder sobre este, absoluto. Seu conceito de Deus nos livrou da idéia de Deus e razão e, da experiência real sobre a fé.
 

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