Resumo dos principais filósofos...

Moore (1.873 - 1.958)


.....Filósofo londrino que se formou no tradicional Trinity College. Envolveu-se em várias discussões acadêmicas com Russel e, acabou por influenciar também os trabalhos de Wittgenstein, embora seu início tenha sido a base das idéias russelnianas.


.....Com instável carreira cátedra, Moore conseguiu enunciar suas idéias aos seus alunos que, acabaram por encarná-las e as endeusando de certa forma.
.....Influenciado pelo colega de estudos Russel, Moore começou suas especulações no campo da ciência moral. Assim, não obstante, começou a refutar as bases filosóficas do idealismo de Hegel e Bradley. Com a obra "O Ensaio a Refutação ao Idealismo", Moore mostra três aspectos filosóficos. A primeira, fundada na preocupação em fornecer uma descrição geral para a totalidade do Universo, nas quais, as coisas estão. A segunda, como sendo o exame dos modos pelos quais podemos ter conhecimento das coisas. A terceira, as coisas sobre a ética.
.....Em sua obra "Princípios Éticos", Moore sugere a bondade como indefinível e não analisável, não podendo ser então refutada ou colocada à prova.
.....Assim, se pergunta:
....."Quais são as coisas mais valiosas que podemos conhecer ou imaginar?"
.....E acaba ele mesmo acaba respondendo:
....."Certos estados de consciência, os quais podem ser aproximadamente descritos como sendo os prazeres das relações sexuais humanas e o prazer dos belos objetos."
.....Seu método consistiu na análise lingüística para buscar elucidação dos significados na linguagem comum.
.....Refutando as teses idealistas pelas quais tudo estaria na mente, Moore adota a visão de senso comum tangendo a idéia de um mundo físico ao qual o apreendemos por meio da percepção. Assim, sendo a consciência uma coisa mental, não implicando que os objetos fossem coisas mentais particular a cada um. Concluiu que a percepção então era individual. Logo:
....."Conhecer alguma coisa que é, como sendo real e verdadeiramente, não como uma parte de minha experiência, mas sim como alguma coisa que eu possa sempre conhecer."
.....Defendeu a idéia de que não precisamos provar a existência de objetos fora da mente, já que os conhecemos previamente. Sobre as verdade evidentes e transparentes, Moore escreveu, em uma de suas notas autobiográficas:
....."Eu não imagino que o mundo ou as ciências poderiam alguma vez ter indicado para mim qualquer problema filosófico. O que indicava para mim como sendo problemas filosóficos era o que em outras épocas os filósofos diziam sobre o mundo e a ciência."
.....No senso comum de Moore, muitas considerações são universais e aceitas, sendo muito difícil suas refutações ou negações imediatas, ainda impossível não tê-las ou não vivê-las e, negando-as, teremos uma incompatibilidade de algum modo em nosso sistema de crença, assim ficando difícil para a razão negar e explicar estas negações sem causar paradoxos.
.....Seu método analítico assegura um cálculo dos termos lingüísticos dos conceitos usados por nós em nossa linguagem, na qual, aparecem as origens problemáticas e soluções contrárias, filosoficamente conceituando, como indesejáveis. Procurou entender mais as questões a que respondê-las.
.....Na sua obra "Princípios Éticos", o filósofo assegura que os sistemas éticos anteriores estavam postulados em bases errôneas devido a má formulação de suas questões centrais, identificando duas e as generalizando para melhor entendimento. A primeira: "Quais tipos de coisas devem existir para o próprio bem dela?" A segunda: "Quais tipos de ações poderiam ser realizadas?" Separa o bem intrínseco do bem extrínseco, nos quais, o intrínseco como um conceito de próprio bem da própria coisa em si e, o extrínseco delegado as coisas intrinsecamente boas.
.....Para entendermos o bem e as coisas boas, bem como reconhecê-las, deveremos seguir a intuição depois de analisarmos as preposições éticas. Mas isso não significa que podemos provar coisas simplesmente por conta das relações de suas preposições e seus reconhecimentos intuitivos. Sendo assim, o bem enquanto separado de si mesmo, não seja uma coisa analisável.
.....Para Moore, o bem na realidade é coisa pessoal incluindo o prazer estético na mente em particular e observado por outras pessoas e assim por diante. Especulado o conjunto todo, Moore configura o conceito de "Unidades Orgânicas" no qual a reunião de coisas boas não resultam necessariamente em um bom total e nem resultando bondade ou maldade proporcional a maldade e a bondade de suas partes distintas. Como exemplo, cita o ato em si de um ato criminoso, entendido como maldade e, sua punição, como outra maldade em resposta ao seu ato mal, resultando em um bem maior que a soma dos dois em si. Então, Moore alega que para qualquer estimativa do bem de um conjunto, deve-se levar em conta a relação orgânica de suas partes.
.....Encabeçou o teorema em que se discute o subjetivismo ético, conquanto, um julgamento do bem é dado na coincidência de que se, ao afirmar que “tal coisa é boa”, terá que ter a mesma conotação de “esta coisa eu aprovo”, dispensando a necessidade de se explicar o bem em si.
.....Negou qualquer teoria ética fundada em coisas supra sensíveis, mesmo que o bem ou mal sejam coisas não naturais e, ao mesmo tempo, elevou o bem a algo perfeito excluindo qualquer tentativa do Homem de diferenciar esta condição.
.....Por fim, seu método de análise detalhada não afirma suas teses por inteiro, mas foi desenvolvido por outros filósofos como uma ferramenta de extrema importância para se conceituar novas idéias e novas teses.
 

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