Resumo dos principais filósofos...

Heidegger (1.889 - 1.976)


.....Alemão de Baden, formado em filosofia pela Universidade de Freiburg, mesma instituição em que Husserl estudou, ficando posteriormente como professor até sua transferência para Marburg.


.....A convite, voltou para Freiburg como reitor. Defendeu o nacionalismo, pelo qual, politicamente acolheu o nazismo colocando-o em uma fusão de linguagem política coerente com sua própria filosofia.
.....Em menos de um ano, se arrependeu pedindo seu desligamento da reitoria refutando tal nacionalismo e nazismo, admitindo ter cometido um grande erro, bandeando politicamente para o lado contrário.
.....Sua filosofia rondava as coisas sobre o ser, sendo eleito como um dos maiores filósofos existencialista. Para ele, o ser era algo muito além do ser pessoal, o definindo como centro de seus anseios e desejos. Buscou, em suas especulações, o significado nas coisas existentes, com grandes influências de Russell e Wittgenstein e, ele influenciando as idéias de Sartre mais tarde.
.....Dasein, foi a denominação dada por Heidegger para a configuração do modo de viver dos humanos. Defendia a idéia de que a vida humana era totalmente diferente de qualquer outro tipo de vida se diferenciando pelo fato de ter consciência de sua própria existência e de refletir sobre ela.
.....Para o filósofo, os homens tem a opção de escolha em como viver e com consciência completa sobre sua posição no mundo ou, de modo alienado, como um robo social, conformado com seu dia-a-dia, leis e padrões pré estabelecidos.
.....Em sua obra mais famosa, "O ser e o Tempo", Heidegger entende a existência humana como o sentido para o entendimento do ser em si. A fenomenologia é o sistema pelo qual ele utiliza e, o conceito maior mostra e detalha os dados experienciais exatamente como os são, deixando de lado as abstrações e suas organizações. Para ele, é um erro entender o mundo apenas como uma coisa física ao qual estamos condenados em nossas próprias vidas e, em sistemas de pensamentos individuais. Assegura que somos seres, Dasein ocupando um lugar no mundo, conscientes, cada um de si próprio, utilizando todas as coisas em sua volta.
.....Atesta que temos a capacidade intelectual de projetar resultados futuros, não sendo levado pelas forças dos acontecimentos, se atentando apenas em assegurar sua auto-realização, mesmo que gerando conflito por práticas impensadas de terceiros. Assim, o homem que aceitar alienadamente o sistema cotidiano perde sua identidade, ficando a mercê de terceiros no mundo. Chama esta pessoa de medíocre, de anônimo, um homem já completamente alienado de sua verdadeira essência, de seu eu. O homem que conceber o contrário disso, terá seu eu original latente em seu interior, independente das coisas do exterior. Conclui que no final das contas, somos seres habitantes no mundo, responsáveis cada um por si mesmo.
.....Dizia que se entendermos as coisas corretamente, estas nos revelarão que os homens que se voltam para a busca da existência das coisas externas, descobrem que são antes, parte dessas coisas. Em suas teses, ele não tenta arrumar a sua fenomenologia às coisas da razão em relação às coisas das ciências, do tempo e do espaço.
.....Alega que coisas como medo e angústia provam seu conceito de ser no mundo, provam a idéia de existência. O medo, por lógica, é o sentimento que nos prepara para a autodefesa e é sempre em referência à alguma coisa. A angústia, o medo sem referência alguma ou de coisa alguma, conquanto se deve ter "Sorge". Sorge para Heidegger era o conceito de cuidado ao qual uma pessoa deveria ter a preocupação no presente, calculando o futuro, tendo em mente as ações de terceiros, também no mundo, como decorrências abertas e assim, traçar o melhor cominho.
.....Critica a humanidade em se refugiar escondendo-se na malha social que engloba o individual ao todo. Afirma que o intelecto tem a capacidade de viver como indivíduo isolado, mesmo que sob a força dos hábitos e das leis da humanidade como um todo. Exemplifica e prova sua tese de duas existências diferentes entre os homens por conta da questão da morte. Sabendo-se que a morte é iminente, o Homem tem ainda a escolha de ser durante sua existência um ser alienado, escondido sob as condições gerais de sua vivência no mundo ou, entender que tudo nada tem significado após a morte e assumir sua identidade individual como um ser original, consciente de seus anseios e desejos, medos e angústias.
.....Mesmo assim, não especula sobre qual maneira é a correta de cada um viver sua própria existência, não defendendo nem uma, nem outra, apresentando apenas a forma estrutural do seu Dasein e este, como primordial para o entendimento do ser como um todo e, ainda, a idéia que temos de temporalidade como passado, presente e futuro, constituindo a verdadeira existência. Define a estrutura temporal como a condição da ação e da autoconsciência, além da capacidade de entender as coisas mais amplas e todos os outros seres, como podemos ver na história da humanidade.
.....Por fim, sua filosofia descreve a vida autêntica como sendo aquela que é a autoconsciência além da consciência da temporalidade individual, assim como é também, baseada em sua história e nas coisas do destino.
 

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