Resumo dos principais filósofos...

Hegel (1.770 - 1.831)

.....Filósofo idealista natural de Stuttgard. Teve praticamente sua vida profissional inteira voltada a filosofia e a ensiná-la.
.....Para ele, a mente e o espírito eram a verdadeira realidade, e como monista, tudo estava relacionado a um complexo sistema denominado Absoluto.


.....Em seu idealismo não descartava a possibilidade das coisas como matéria, mas defendia que só o absoluto era real e que suas partes tinham apenas o conceito de real em virtude de ser parte de um único todo. Esta filosofia acabou se contradizendo e, em várias tentativas, Hegel tenta conciliá-las. Dá explicações sobre conceitos básicos conflitantes, influenciado pelas idéias dos antigos filósofos gregos, por Kant, Espinosa, Novo Testamento, Fichte, Schelling entre outros.
.....Observador do contexto político, social e cultural nos quais a Europa estava sofrendo, de modo sensível, desenvolveu suas idéias com bases nos problemas religiosos, sociais e políticos, além da fragmentação da sociedade; resultado destes problemas. Desta maneira, suas idéias foram em sentido de uma redenção prática e filosófica em um sistema de coisas como unidade mística, totalidade e liberdade de espírito.
.....Em sua obra, "A Femenologia da Mente", Hegel alega haver apenas uma substância pensante, por qual, o real é o racional e, por lógica, a verdade é a totalidade, cuja realidade e verdade significam tudo o que é racional e coerente conquanto suas controvérsias, são dissolvidas e, a totalidade, uma coisa em constante mudança com seu desenvolvimento por meio da dialética. Esta dialética, na concepção de Hegel, se dá em três estágios. Primeiro - a tese, segundo - a antítese, e terceiro - a síntese, na qual, esta última, tornando-se outra tese, e assim por diante.
.....Esta dialética é dada de modo racional e é o processo de restauração e desenvolvimento da autoconsciência levando até a liberdade e unidade, resultante do conhecimento total, pelo qual, a mente está independente das coisas e fora de si mesma.
.....Em outra obra, "Filosofia da História", Hegel traz estes conceitos para o campo da política, na qual, o Estado é a realidade do progresso da mente no sentido de união com a razão.
.....A mente sempre se moverá no sentido da totalidade e liberdade empregando todas as pessoas atrás deste objetivo, ficando, alguns, como vitimados pelas coisas relativas as paixões individuais dispostas pela razão para obterem autoconsciência. Exemplifica tudo isso no conceito histórico do Homem, no qual esta história é incorporada na dialética dentro da mente e os grandes acontecimentos históricos mundiais são colocados como tese, antítese e síntese no sentido de uma coisa absolutamente racional:
....."A razão é a soberana do mudo. A história do mundo, portanto, apresenta-se a nós como um processo racional."
.....O entendimento do absoluto se daria somente por conta da filosofia, arte e religião.
.....A "consciência infeliz", tese que refutou os dogmas religiosos e, com a qual, Hegel afirmando ser esta, um estado mental que, amiúde, o indivíduo se separa do material em favor da espiritualidade e em aceitar a materialidade entrando em perfeita harmonia. Assim, se opôs a qualquer religião que levasse o Homem a este tipo de consciência, defendendo que Deus é uma criação do Homem, inatingível, guardado onde se está todas as melhores e mais fundamentais qualidades humanas. Assim, todos os atributos de Deus, são nossos atributos aos quais devemos espelhar nossas ações diárias. Diziam que acreditava que Deus necessitava do Universo e a todas as coisas nele existentes para se auto-aperfeiçoar.
.....A filosofia, para Hegel, era algo superior a religião e arte. O seu entendimento se dava, ao final, por conta da razão, que por sua vez, é consciente da arte a da religião, além da própria filosofia em si, saindo do conhecimento parcial em direção ao conhecimento total, ao absoluto, libertando os seus conflitos e contradições aparentes. Por fim, atesta uma única totalidade por conta da liberdade da razão e do conhecimento.
 

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