Resumo dos principais filósofos...

Bradley (1.846 - 1.924)





.....Britânico, natural de Londres, irmão dentre vinte filhos do pregador evangélico Charles Bradley.


..... Todas as suas obras foram dedicadas a uma mulher norte americana sob a sigla ER para cuja escreveu muitas cartas dialogando sobre suas idéias filosóficas. Suas teses rondaram coisas como metafísica, ética e lógica. Influenciou Russell e Moore com seus conceitos idealistas.
.....Foi um filósofo da linha idealista, pela qual assegurava os núcleos conceituais de Hegel, conquanto, tudo no mundo se apresenta como coisas da mente. Bradley desenvolveu seu próprio sistema idealista especulando coisas como absoluto e totalidade inseridas no contexto da totalidade indivisível da mente. O absoluto, por exemplo, na concepção deste filósofo, não pode ser pensado, porém, pode ser percebido como idéia. Criticou violentamente o empirismo e utilitarismo ético de Mill.
.....Seus ataques partem de sua obra "Princípios de Lógica", na qual critica o empirismo e sua lógica em si. O juízo, para Bradley, não era conexões psicológicas de idéias, mas sim referência de uma idéia em si, ou, seu conteúdo ideal em relação a realidade, rejeitando o conceito empirista pelo qual o significado de uma idéia é limitada ao seu próprio contexto. O significado não é uma coisa da idéia, mas lhe é útil em si. Não aceita as defesas de Mill sobre o sistema indutivo de argumentar que vai do particular para o universal, alegando que qualquer junção leva ao universal ou ideal como base. Assim, o conhecimento é alicerçado em conceitos universais. Em suas críticas à lógica nos moldes antigos, Bradley reforça sua tese, não com a intenção de criticar ou desenvolver em si esta lógica, mas sim, conceituar a sua nova filosofia.
.....Em sua obra, "Aparência e Realidade", refuta a idéia de que os conceitos ordinários da metafísica eram dados por meio da ciência e da religião, sem serem analisados e questionados todas as suas possibilidades. Poderia sim, a metafísica, ser conceituada, alhúres, por meio das experiências humanas. Entretanto, se assim a fosse, não se conseguiria defesa lógica para refutá-la. Assim, as máximas empiristas, como por exemplo, "uma descrição adequada da realidade é aquela dada nos termos de um objeto no tempo e no espaço" e "tudo pode ser alcançado nos termos de qualidades primarias e segundarias", serviriam como justificativas viáveis como experiências das coisas, sem conseguir satisfazer a realidade verdadeira. Sob análise profunda, por outro lado, estas máximas entram em contradição, por lógica, não podendo dizer algo sobre a verdade última, conquanto, a verdade última é em si, de tal maneira, que não a leva a si mesma. É extensa a dissertação de Bradley sobre este tema, mas em síntese, afirma ser a base da metafísica o sentimento, única coisa capaz de entender todas as coisas primordiais estipulando ser este o fato último, ponto inicial e crucial para a sua nova metafísica.
.....Por esta perspectiva, explica que o sentimento, mesmo que primordial, é despedaçado pelos pensamentos que, e ainda, mesmo por meio do conhecimento, se dirige em direção ao conjunto inteligível e uno, dando-o, para o filósofo, como absoluto e, este não sendo nada mais que um conjunto totalizado e organizado.
....."O absoluto é tudo que acontece e entendido como constituinte de um único sistema auto diferenciado."
.....O pensamento divide e organiza o conhecimento com o qual o senso de uno é um sentimento familiarizado, podendo restaurá-lo novamente, tendo a lógica e a metafísica apoio respectivamente. A metafísica, neste sistema, consagra a independência entre todas as coisas e a lógica organiza uma tese sobre as relações interiores, pelas quais, as relações de uma determinada coisa são essenciais, tornando-a particular. Neste sentido, estabelece o absoluto como uma coisa necessária contendo todas as relações.
.....Com simpatia às idéias de Hegel, Bradley em sua obra "Estudos de Ética", ataca a natureza abstrata de Kant e Mill. A moral das pessoas comuns foi o ponto de partida para afirmar sua teoria: "Minha condição e seus deveres", cuja teoria tem coerência no julgamento sobre a realidade como um uno dividido e, suas partes interdependentes e relacionadas entre elas mesmas, particulares ou não.
.....A Moral, em seu sistema, é a auto-realização dentro da vida particular de cada homem, bem como dentro da idéia de sociedade, na qual se refuta a idéia deste conceito dado ao indivíduo isoladamente. Assim:
....."Qualquer Homem é o que ele é e, tanto o quanto ele o é, e os outros também os são."
.....Porém, deixa de lado as coisas inerentes a esta idéia como condições e deveres que podem ser superados, colocando um homem em liberdade em relação a outro homem. Entretanto, não formulou as regras de conduta ética para tal. Para ele, seu trabalho, assim como sua filosofia em si, seriam apenas coisas para a simples busca da compreensão das coisas.
 

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