As filosofias do mundo...
 

Filosofia ocidental

.....A filosofia ocidental é uma dissidência da filosofia medieval. Não há uma data específica para tal conceito. Entretanto, pode-se afirmar seu início por conta do movimento renascentista e pela reação humanista, chamada de iluminismo. Neste período, temos grandes nomes, como por exemplo, Descartes, Spinoza, Hume, Rousseau e Kant, dentre outros.
.....Vários autores atuais consideram como marco referencial para o início da filosofia moderna, o filósofo Descartes. Este deu uma visão destorcida da filosofia medieval, fornecendo uma lógica e uma metafísica em detrimento do que se tratava o pensamento sobre a moral e a política, cujo interesse era enaltecido por todos os renascentistas.
.....Neste contexto, temos duas grandes heterogeneidades, por qual a escolástica redescobre os sistemas gregos, o ocultismo, o cabalismo etc., chocando ou fundindo em sistemas sincréticos.
.....Assim, surge o humanismo e as ciências naturais que se completaram, desalojando a teologia do centro intelectual e político no mundo europeu. Desse modo, voltou-se a atenção ao valor do Homem como Homem. Reconheceu-se, como não era aceito na Era Medieval, o Homem-artista, o Homem-tecnólogo, o Homem-razão etc.
.....Não obstante, havia um grande revés entre tais movimentos, conquanto, os humanistas enfatizavam a singularidade e o subjetivo humano aliado ao grande senso de responsabilidade moral, e, os cientistas aos fatos empíricos das leis universais nas quais todos os homens não passavam de simples máquinas co-adjuvantes na natureza, mesmo que muito mais evoluídos em comparação aos outros seres vivos no mundo.
.....Por esta perspectiva, a filosofia ocidental começou a trilhar um caminho tênue entre o mundo real provado empiricamente por meio das comprovações científicas das leis comuns a todos e a tudo, e, o mundo subjetivo da mente humana.
.....Neste sentido, a filosofia ocidental se dissipou com dois grandes problemas:
.....O primeiro a respeito da situação epstêmica dos seres humanos: O que se sabe com certeza e se há coisas incertas e ainda como viver em meio a tantas incertezas? O segundo relacionado com a metafísica: Quem é o Homem e como é ou deveria ser o Homem?
.....A dualidade entre estas duas perguntas deu origem ao que hoje chamamos de Era da Razão.
.....Os cientistas concordavam que o Homem seria um elemento de um Universo ordenado e transparente, geridos por princípios racionais e leis universais; de comportamentos morais e físicos. Já os humanistas trabalhavam com o intuito de elevação da humanidade em si, defendendo que o Homem era o senhor do seu próprio destino. Concordavam, de qualquer forma, no desenvolvimento do intelecto por meio das artes, por exemplo, afirmando que “as descobertas científicas são curiosidades fúteis”, como dizia o humanista Petrarca.
.....O que realmente interessa, neste período, é a grande disseminação do conhecimento a todos; independente das condições sócio-econômica de quem os especulava.
.....O salto cultural e intelectual que o Homem deu neste período, fez-se valorar o trabalho intelectual do povo da antiga Grécia e, assim, nada foi perdido...
.....Entretanto, é com Kant que temos a toada da atual filosofia ocidental. Foi com seus conceitos, principalmente citados em sua obra, A crítica da razão pura, que faz hoje, qualquer filósofo de qualquer parte do mundo, compara suas posições com as deste filósofo.
.....Muita coisa derivou da obra de Kant, assim como sua obra derivou de muita coisa, colocando “a saída do Homem de sua imaturidade auto-imposta”.
.....Este filósofo trabalhou a moral de um ponto de vista jamais observado antes. Criticou duramente o radicalismo do iluminismo, como por exemplo, o materialismo, o determinismo, o ateísmo etc., alegando suas totais extirpações do pensamento humano. Colocou as doutrinas dogmáticas muito aquém das verdadeiras experiências humanas, observando que os sentidos não podem ser restringidos pelo conhecimento. Desde então, a filosofia ocidental, para não dizer mundial, passou a refletir sobre a tensão entre o que há fora do Homem em detrimento ao que há dentro do Homem.
 

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